Grupo de teatro da Univates vai disponibilizar espetáculos de forma on-line

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Com a proposta de levar ao público uma noite de teatro, o Grupo de Teatro da Univates inicia um projeto inédito gravando espetáculos que compõem o repertório da sua história de mais de 15 anos, exibindo de forma on-line uma nova atração sempre no último domingo de cada mês. A primeira transmissão será da peça “O Jardim”, que irá ao ar no dia 26 de julho, às 20h, no canal do Teatro Univates no YouTube

Desde o comunicado oficial da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre uma evidente pandemia, as pessoas reorganizaram suas vidas, criando novos hábitos e mudando suas rotinas. As  instituições começaram a operar também em formato home office, escolas e universidades virtualizaram suas aulas, ou seja, todos se reinventaram. E para o Grupo de Teatro não foi diferente. Com a direção de Pablo Capalonga, o elenco manteve os ensaios virtualmente desde março. De acordo com o diretor, é a hora de nos unirmos aos mecanismos virtuais e levar cada vez mais a arte para quem vive momentos de distanciamento social.

“É a adaptação para uma nova realidade. O que seria de nós se não tivéssemos a arte presente em nossas vidas neste momento? Com livros, filmes, teatro, tudo aquilo que a arte pode fazer por meio da internet. E é isto que o Grupo de Teatro da Univates está fazendo: já estávamos aliados ao virtual, e agora mais ainda, estamos levando a arte por meio da internet, gotas de esperança e pílulas dramatúrgicas ao público por meio das redes sociais”, finaliza Capalonga.

A pandemia aconteceu no momento em que o grupo está com três peças em cartaz: A Filha do Senhor Nebuloso, O Rouxinol e a Rosa e A História de Nós Dois. Os 12 atores são oriundos de sete municípios do Vale do Taquari, mas um mora atualmente no Mato Grosso. O contato virtual propiciou a continuação dos trabalhos, incentivando a arte e a inserção em novos espaços. O grupo passou a produzir vídeos semanalmente com leituras dramáticas divulgadas nas páginas do Teatro Univates no Instagram e no Facebook, buscando levar um momento de reflexão e positividade às pessoas. Também realizou um ensaio aberto totalmente virtualizado, com cada integrante em sua casa, mostrando um pouco do processo de criação dos personagens e do desenrolar da cena antes de estar pronta para ser apresentada ao público.

Agora o grupo inicia uma nova fase retomando gradativamente os ensaios presenciais com  todos os cuidados e orientações de combate ao coronavírus divulgadas pela Univates. Os encontros no palco do Teatro são para ensaio e gravação da peça que será a atração do mês. No último domingo de cada mês, uma nova peça será exibida para todos os fãs de teatro curtirem uma apresentação cultural em suas casas. O evento é indicado para todas as idades. Além de “O Jardim”, outras 10 peças estão no catálogo: 

  • Bom dia! Boa tarde! Boa noite!
  • A aurora da minha vida
  • A criação do mundo
  • Quiprocó
  • As histórias que eu escrevi
  • O Jardim
  • A História de Nós Dois
  • O Vale dos Infortúnios
  • O Rouxinol e a Rosa
  • O Natal da Família Strawinsky

ELENCO

O elenco é composto de atores profissionais e amadores da região. Confira os nomes por trás dos personagens icônicos das peças que já passaram por várias cidades do Estado: 

Ana Rhod – Estrela/RS

Cássio Borsatto Rolante – Doutor Ricardo/RS

Ederson Winck – Lajeado/RS 

Gabriela Junqueira Quevedo – Lajeado/RS

Gustavo Henrique Muhl – Teutônia/RS, atualmente morando no Mato Grosso do Sul

Junior Rodrigues – Fazenda Vilanova/RS

Luiz Picolli – Arvorezinha/RS

Mariana Dumcke – Lajeado/RS

Paula Fassini Frozza – Imigrante/RS

Taís Berté – Arroio do Meio/RS

Tatiana Linhares dos Santos – Lajeado/RS

Rodolfo Izaguirre – Venâncio Aires/RS

DIREÇÃO: Pablo Capalonga

SINOPSE DA 1ª TRANSMISSÃO

A peça é uma reflexão e contemplação atual a partir das situações absurdas instaladas por uma guerra. Diante do caos criado por um conflito armado, as pessoas de uma pequena cidade transformam sua racionalidade, e dentro de um pequeno jardim discutem as mazelas de suas pobres vidas, sufocadas pela fumaça e pelo barulho das bombas. Sem ter para onde ir, o recanto torna-se o ponto de encontro dos sobreviventes, formando um retrato tragicômico de um grupo de pessoas em situação-limite. Rir do trágico para não chorar é sempre uma triste válvula de escape. Uma dura e contínua realidade que segue presente atualmente.   

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