Cultivo de morango é alternativa de renda extra para jovem casal de Marques de Souza

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Pode parecer paradoxal, mas o começo da pandemia representou uma oportunidade para o jovem casal Jocelaine Bogner e Ricardo Heid, de Marques de Souza.

Moradores da localidade de Linha Atalho, apostaram no cultivo de morango em bancada como uma alternativa a mais para a propriedade onde o pai de Ricardo, Bruno, já se ocupava com a bovinocultura de corte e a suinocultura em terminação. “Era uma forma de termos a nossa própria fonte de renda em um contexto em que se projetavam dificuldades”, salienta a jovem de 25 anos. 

A desenvoltura na hora de se expressar é reflexo também dos vários anos em que frequentou – e se graduou – no curso superior em Design de Moda, na Univates, em Lajeado. Impossibilitada após a formação de atuar em sua área – especialmente depois do início da pandemia que gerou uma série de dificuldades sanitárias e econômicas à população -, Jocelaine resolveu se dedicar à fruta, estimulada pelo fato de ela ser muito bem recebida pelos consumidores. “Alimento bem produzido, afinal de contas, sempre vende”, pontua. 

A despeito da falta de experiência na área, o casal procurou a Emater/RS-Ascar que lhes auxiliou no projeto da estufa que abriga os 1,5 mil pés da variedade albion e que, mesmo tendo sido plantados no meio do ano passado, já rendem juntos uma média de 60 quilos da fruta por mês.

A comercialização é feita no município mesmo a preços que giram em torno de R$ 18 o quilo. “Por ser um produto sem agrotóxicos a procura tem sido grande”, observa Heid. “Tanto que nem participamos da feira semanal, por não termos a capacidade de atender a demanda”, completa. 

Impossibilitados de participar de cursos, capacitações, seminários e dias de campo promovidos pela Emater/RS-Ascar – em meio à pandemia há grande restrição no que diz respeito às ações coletivas -, a dupla encontra em vídeos da internet, tutorias e fóruns boa parte das informações que lhes ajudam a manejar o morangueiro.

“É uma atividade em que é necessário estar na estufa de duas a três vezes ao dia, nem que seja para extrair as folhas caídas que podem atrair fungos, ou mesmo para acompanhar a ‘movimentação’ das formigas, uma das principais pragas”, analisa a jovem. 

E mesmo as eventuais exigências não desestimulam o casal, que pretende aumentar a horta nos próximos anos. “Mas isso é coisa pra gente pensar depois da mudança”, comenta Heid, enquanto aponta para a construção de uma casa quase pronta, junto ao terreno do pai, financiada com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Habitação, uma linha de crédito com juros mais acessíveis, voltada aos pequenos agricultores familiares.  

“E é em todas essas frentes que entra o papel da extensão rural, seja auxiliando num projeto de crédito, fornecendo informações técnicas diversas e até ajudando os agricultores nas tomadas de decisão”, destaca a extensionista da Emater/RS-Ascar, Lilian Arnold Fucks. A Emater/RS-Ascar atua de forma vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado. 

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