Unificação do futsal gaúcho não parece tão simples assim

Ivan Santos se diz ainda presidente da Federação e questiona ações de Vianei Hammes e da Liga Gaúcha

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Representantes da Liga Gaúcha e Federação pretendem fazer competição única / Crédito: Reprodução LGF

A manchete da Folha Popular impressa de sábado (6/3) e antecipada aqui no site na quarta-feira (3/3) repercutiu no fim de semana. A tão desejada unificação do futsal gaúcho não será tão simples.

No sábado (6/3), a Liga Gaúcha de Futsal (LGF) noticiou em seu site e redes sociais a unificação da Federação Gaúcha de Futsal (FGFS) e da Liga Gaúcha. A matéria conta com depoimentos do presidente da LGF, Nelson Bavier, e do citado presidente da FGFS, Vianei Batista Hammes.

No entanto, Ivan Santos, também no sábado (6/3), emitiu nota na condição de presidente da Federação Gaúcha de Futsal (veja nota na íntegra abaixo). Repudia a unificação anunciada entre as entidades.

“Esta FGFS vem a público repudiar esta farsa, que nada mais é do que uma fake news, tentando desestabilizar o futsal no nosso estado”, disse Santos.

Nota Ivan Santos FGFS / Crédito FGFS

Afirma que o vice-presidente da FGFS, Vianei Batista Hammes, se entitula presidente da Federação sem nenhuma legitimidade. Acena com documentos enviados à Confederação Brasileira de Futsal em dezembro de 2019 que comprovam Ivan Santos como presidente.

“Alerto que a unificação veiculada não passa de uma tentativa de manipular os clubes, dizendo que a única saída é esta unificação”, ressalta Ivan Santos.

Nelson Bavier e Vianei Hammes reforçam a importância da unificação na matéria veiculada pela Liga Gaúcha.

“As coisas aconteceram de maneira clara e célere. Chegamos à conclusão, em conjunto, de que não existe outro caminho para o futsal gaúcho”, avalia o presidente da Liga, Nelson Bavier.

Para o presidente da FGFS, Vianei Hammes, o momento é histórico.

“Tem o significado de consertar o que não deveria ter sido separado. Uma união consolidada por pessoas que vivem, conhecem e querem o bem da modalidade”, valoriza.

Há, também, críticas veementes à gestão de Ivan Santos, focadas na falta de transparência, conforme Hammes antecipou em entrevista exclusiva à Rádio Popular na semana passada. Hammes reconheceu que poderá haver uma disputa judicial sobre o assunto.

Está estabelecido um embate que pode levar algum tempo. O que Hammes deu como certo é que as três principais equipes do Estado – ACBF, Atlântico e Asssoeva – jogarão uma competição única.

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