Produtor de Relvado celebra bom resultado alcançado com sistema de irrigação

Apostar em alternativas e em tecnologias que possam mitigar os efeitos da estiagem. Este tem sido um dos objetivos da Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado – que destinará mais de R$ 200 milhões em projetos de reservação de água e qualificação da irrigação. “Apresentar aos agricultores políticas públicas e tecnologias diversas que possam compensar a escassez de água em tempos de seca é, afinal, uma das metas da Instituição”, resume o gerente regional da Emater/RS-Ascar Cristiano Laste. 

E o que parece ser um grande dilema, explica Laste, pode muitas vezes ser encaminhado por meio de iniciativas não tão complexas, sustentáveis e de menor investimento, como é o caso da construção de cisternas ou a preservação de fontes. Aliás, foi justamente uma fonte protegida, que alimenta um açude de 1,5 hectares, que possibilitou ao produtor aposentado Alexandre Perin, de Relvado, ter acesso à água necessária para que não houvesse perdas nos cinco hectares de milho plantados na propriedade, que fica na Linha Carlos Gomes.

 

Crédito da foto: Divulgação

Perin salienta que a reflexão sobre a necessidade de irrigação da lavoura já surgiu junto com a implantação desta há cerca de dois anos. “Lembro que, à época, fui conhecer uma experiência de um agricultor de Encantado, que já adotava o sistema de irrigação por aspersão, que minimizava as perdas pela estiagem”, recorda. Não por acaso, o produtor procurou a Emater/RS-Ascar logo depois, para que o projeto de crédito já pudesse ser encaminhado com este investimento, discutindo ainda quais os caminhos para proteger uma fonte de forma legal, sem comprometer o meio ambiente. 

Para o extensionista da Emater/RS-Ascar Marcelo Figueiredo Ramos a experiência vivida por Perin garantirá não apenas a safra como a safra com qualidade, já que ele não precisará de terceiros para comprar milho para a silagem dos cerca de 15 animais que mantém na propriedade. Tanto é que a expectativa é de que ele colha mais de 120 sacos de milho por hectare podendo fazer, mais adiante, a rotação para o plantio de milho safrinha. “isso sem deixar de estar atento a outros aspectos importantes, caso da análise de solo”, observa Ramos. 

“Muitas vezes temos a impressão de que essas tecnologias para a irrigação são complexas e que envolvem uma grande burocracia, mas não”, reforça o extensionista, que reafirma que a importância de linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) como um dos caminhos. “A gente mora num Estado que possui uma boa abundância pluviométrica, devendo os gestores públicos – com o apoio das prefeituras, da extensão rural – apoiar os agricultores para iniciativas do tipo”, finaliza. 

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