Ricardo Jobim apresenta propostas de governo em reunião-almoço da Acil

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Jobim foi o quarto candidato a se apresentar na reunião-almoço / Crédito: Camille Lenz da Silva

Uma visão liberal para o Rio Grande do Sul. Este foi o tema da palestra de Ricardo Jobim (Novo), quarto candidato ao Palácio do Piratini a se apresentar na reunião-almoço da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil).

Para Jobim, os gaúchos estão perdendo o orgulho do estado e indo embora. “Somos o estado em que mais pessoas emigram, o penúltimo em potencial econômico pelo indicador CLT, o com menor crescimento populacional, com o maior número de idosos do país e impostos altíssimos. Não vamos conseguir sustentar aposentados e repor a população se não fizermos uma reforma urgente”, enfatiza.

Conforme o candidato, não se fala sobre como estruturar mudanças na prática e sobre o RS ser uma bomba-relógio a médio prazo para controlar. “Estamos sofrendo com governos que não enxugam a máquina pública. Precisamos privatizar para obtermos recursos e visar no longo prazo, que envolve educação e infraestrutura”, comunica.

Jobim prometeu reduzir cargos em comissão, as secretarias estaduais de 25 para 12 e realizar profunda reforma administrativa.

Também falou sobre a necessidade de focar no ensino profissionalizante, gerir melhor o patrimônio imobiliário da educação, reunir setores de indústria e do empresariado e formar mão de obra qualificada.

Dentre os pilares do seu mandato estão visão de longo prazo, o estado como facilitador, políticas fundamentadas nas melhores práticas, tratamento isonômico para todos os indivíduos e transparência nos atos e ações do poder executivo.

Jobim pretende desenvolver talentos em potencial, focar no ensino profissionalizante e equacionar o número de desempregados e de vagas. “Hoje carecemos de profissionais, que não conseguem se adequar. Quero reunir setores da indústria e empresariado para entender as demandas e formar mão de obra capacitada”.

Quanto à área da saúde, o candidato prometeu a adoção massiva da telemedicina, o fim das filas por atendimento e regionalização dos hospitais de alta complexidade. “Se os hospitais públicos não estão adequados em custo-benefício, vamos investir em hospitais privados que estejam dando resultado”, completou.

Na segurança pública, Jobim falou sobre o uso intensivo de tecnologia para combate às facções, parceria público-privada para a construção de presídios e aumento das apreensões de produtos roubados e drogas para reduzir lucro e poder do crime organizado. “Hoje as facções dominam os presídios, todos sabem disso. Pessoas não vinculadas a nenhuma facção acabam indo para locais onde quem manda são elas. Precisamos de alguém que não tenha amarras com isso”, comunicou.

Na economia, o candidato pretende apostar nas vantagens de cada região produtiva e simplificar de forma profunda o licenciamento ambiental. “Quero fazer o ICMS mais simples do Brasil. O aumento de alíquotas é uma estupidez tributária que vai continuar quebrando o estado. Com a burocracia da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) pagamos muito caro para não termos resultados esperados”, enfatizou.

Jobim também falou sobre privatizações, que segundo ele têm de ser feitas, mas não podem piorar o serviço público. Da mesma forma, lembrou das concessões. “Foram feitas sem ouvir ninguém. O Vale do Taquari dá orgulho para o RS. Precisamos que ele ajude também a desenvolver outras regiões”, pontuou.

Por fim, Jobim pediu engajamento com as pautas necessárias e que a população abrace o que é preciso fazer. “Precisamos exigir da classe política um comportamento que vá além das negociatas. Quem produz e trabalha precisa assumir o poder no RS”, finalizou.

Última
A última reunião-almoço com os candidatos a governador pelo RS ocorre na quinta-feira (29/9) e contará com a participação de Roberto Argenta (PSC). As inscrições para o evento podem ser realizadas até as 12h do dia anterior pelo site acilajeado.org.br. “Um novo ciclo, um novo momento, um novo Rio Grande” será a pauta de Argenta.

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