29º Seminário dos Secretários Municipais de Agricultura discute temas importantes para o setor em Estrela

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Evento teve mais de 160 inscritos. Créditos: Camille Lenz da Silva

Durante os dias de ontem e hoje (29 e 30/11) ocorreu, no Estrela Palace Hotel, o 29º Seminário dos Secretários Municipais de Agricultura do RS. O evento reuniu 106 municípios e 160 inscritos dentre agricultores, gestores, lideranças políticas, comerciais e do setor e foi realizado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

Rafael Jacques de Oliveira, presidente do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), pontuou que os secretários de agricultura são os que menos saem para buscar inovação. “Estamos resolvendo problemas o dia todo, e acabamos perdendo muitas informações que permitem melhorar nosso dia a dia. Mas já passou o tempo que estes eram os secretários ‘mais grossos’ das prefeituras. Precisamos ser gestores, gerar desenvolvimento, tecnologia, inovação, buscar novidades”, completou.

Um dos pontos altos do evento foi a presença dos secretários estaduais de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e do Meio Ambiente e Infraestrutura, Domingos Antonio Velho Lopes e Marjorie Kauffmann.

Um dos assuntos em voga com frequência durante o seminário foi o mau armazenamento de água no estado. Em sua fala, o prefeito de Estrela, Elmar Schneider, enfatizou mais uma vez as inspirações que teve em sua ida a Israel, que domina o mercado de hortifruti mesmo com pouca chuva.

Da mesma forma, o assunto foi citado pelo secretário de Agricultura. “Fica clara a construção coletiva com cooperativas que já estão atuando para integrar o meio ambiente e a reserva de água. No momento, estamos resolvendo mais de 90% da possibilidade de açudagem no estado”, comunicou Lopes.

Já Marjorie enfatizou que não há mais espaço para guerra entre as secretarias de agricultura e de meio ambiente nos municípios. “O RS é modelo de agricultura sustentável e diversificada em todo o mundo. Temos a legislação mais restritiva de todos os países, e ainda assim todos a cumprem. É preciso entender juntos como valorizar o ativo ambiental e torná-lo lucrativo, oferecendo benefícios para quem preserva”, citou.

Durante o evento ainda foram abordados temas como a cadeia produtiva do leite e a regulação do mercado, a vacinação da febre aftosa, o destino final de animais mortos, o Sistema Integrado e propostas para mitigar o impacto nas receitas municipais, o licenciamento para a irrigação e reserva de água em áreas de preservação permanente (APPs), entre outros.

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