Estrelense é destaque no Jiu-Jitsu gaúcho

A atleta de Jiu-Jitsu natural de Estrela, Paloma Schilling, tem se destacado no cenário competitivo de alto nível da modalidade, com importantes conquistas em âmbito nacional e internacional. Recentemente, no dia 1º de fevereiro, Paloma conquistou o vice-campeonato Sul-Brasileiro ao competir pela primeira vez em sua nova faixa, a marrom.

A competição foi realizada em São José, Santa Catarina, e reuniu atletas de diferentes estados do Brasil, como Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Paloma foi vice-campeã tanto na categoria de peso quanto no chamado Absoluto. Ela compete na categoria peso-pena, que engloba atletas de até 58,5 kg (na pesagem com quimono), mas também se aventura na categoria peso-leve (até 60 kg com quimono).

A lutadora explica que as atletas de peso-pena tendem a ser mais rápidas e ágeis, enquanto as de peso-leve são mais fortes e utilizam mais a força física. No Absoluto, Paloma enfrenta todas as categorias de peso, desde o pluma até o superpesado.

Ela relata a dificuldade em lutar contra oponentes mais fortes, mas observa que já conseguiu vencer vários absolutos contra atletas com menos de 100 kg. A experiência no Absoluto a ensina a lidar com diferentes tipos de adversários e a aprimorar suas técnicas.

Em novembro de 2024, Paloma participou do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu, realizado em São Paulo, e conquistou o título de campeã em sua categoria de peso, além do 3º lugar no Absoluto.

“É mais difícil. Agora, no Sul-Brasileiro, perdi para uma menina mais pesada do que eu. Realmente, não tinha como segurá-la por conta da diferença de peso. É muita pressão, e fico dependendo de como vai a luta. Se ela ficar por cima, fica muito mais complicado”, afirma.

Jiu-Jitsu

A estrelense aponta que o Jiu-Jitsu é uma arte de defesa pessoal que utiliza mobilização e finalização para conter o adversário, dando-lhe a oportunidade de desistir a qualquer momento. As técnicas incluem chaves de finalização e estrangulamentos. O Jiu-Jitsu é uma das artes marciais mais utilizadas no MMA, especialmente nas lutas de chão.

No Jiu-Jitsu para adultos, as faixas são branca, azul, roxa, marrom e preta. Dentro da faixa preta, há graduações até o 10º grau, concedidas a cada três ou cinco anos. Após 30 anos de faixa preta, o atleta recebe a faixa coral. Para crianças, há mais cores de faixas para incentivar o progresso.

Paloma ainda conta que foi surpreendida com a graduação para a faixa marrom após uma competição em que conquistou o cinturão. A graduação “surpresa” é comum para competidores.

A vida na luta

Paloma começou a praticar Jiu-Jitsu aos 21 anos, depois de ter treinado Muay Thai. Hoje, aos 30 anos, ela concilia os treinos e competições com a profissão de professora de educação física. Ela ressalta que não há idade para começar a treinar Jiu-Jitsu. No entanto, para quem almeja competir em alto rendimento, o ideal é começar o quanto antes, com acompanhamento profissional e preparação física adequada.

Inspirada por Yvone Duarte, primeira mulher faixa-preta do Brasil, Paloma destaca que grande parte de sua motivação vem dos colegas de treino e do ambiente da academia. Ela treina na Vértice 83, em Estrela, com seu professor Gustavo Mädke.

Nos treinamentos, homens e mulheres treinam juntos. Paloma aponta que os treinos mistos são importantes para o desenvolvimento técnico dos atletas, pois permitem que eles aprendam com diferentes estilos e forças.

Visibilidade e 2025

Ela ainda destaca que o esporte tem crescido no Brasil, principalmente com a popularidade da família Gracie, que originou o Brazilian Jiu-Jitsu. Mesmo com esse crescimento, Paloma afirma não conseguir viver apenas da modalidade, que ainda não tem tanta visibilidade, além de ressaltar a discrepância de valores em relação a outras modalidades.

No ano passado, Paloma conquistou 23 medalhas, sendo 15 ouros, 6 pratas e 2 bronzes, além do cinturão e da conquista da faixa marrom. Em 2025, Paloma pretende competir em mais eventos fora do estado, com foco no Campeonato Brasileiro. Ela também expressa o desejo de que o esporte tenha mais espaço e reconhecimento.

Acompanhe a entrevista completa:

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