
Mais uma oportunidade chega para o Vale do Taquari: o programa Reconstrói-RS disponibilizará mais R$ 40 milhões para obras estruturantes que auxiliem a reerguer os municípios do estado após as catástrofes climáticas de 2023 e 2024. A iniciativa do Instituto Ling, da Federasul e do Instituto Cultural Floresta foi responsável pela entrega recente de 10 pontes metálicas para a região através de parceria com a iniciativa privada, num investimento de R$ 7,8 milhões.
Para que estes recursos cheguem ao Vale, o presidente da CIC-VT, Ângelo Fontana, se reuniu com os prefeitos e técnicos associados à Amvat nessa segunda-feira (31/3) para apresentar a proposta e agilizar o credenciamento dos municípios. Reunião com a Amat deve ocorrer na sexta-feira.
Agora as propostas podem variar conforme a necessidade de cada município. Ainda, cada administração municipal deverá arcar com contrapartida de 30% do valor da obra selecionada. Entre as prioridades estão a recuperação de estradas rurais, contenção de encostas, construção de galerias pluviais, pontes e calçadas, proteção de taludes, recuperação de diques e barragens, drenagem, saneamento e infraestrutura. “Precisa ser em áreas afetadas pelas cheias”, ressalta Fontana.
Os critérios de escolha incluem a urgência das obras, a viabilidade técnica e o impacto econômico e social. Prefeitos solicitaram a possibilidade de utilizar o valor para complementar orçamentos já destinados, como contrapartida a obras com recursos da Defesa Civil Nacional, por exemplo.
A CIC deve se encontrar com os municípios para entender as demandas, alinhar e instruir os próximos passos. Não é necessário que os projetos estejam prontos; uma equipe será disponibilizada para auxiliar na construção das propostas.
No dia 7 de abril, Fontana terá reunião com os membros do Reconstrói, quando saberá mais detalhes, como se há limite financeiro para cada projeto. O presidente quer trabalhar com valores menores para contemplar o maior número de municípios. “Vai depender da qualidade do projeto e do entendimento com cada prefeitura”, sinaliza. Reforça que a mobilização é fundamental. “A depender das nossas ações, quem sabe consigamos mais recursos”, disse.
O presidente da Amvat, Moisés de Freitas, agradeceu a iniciativa da CIC-VT e destacou a importância do engajamento dos municípios. “Vejam o que precisa, se organizem para agilizar e pensem em mais de uma opção de obra. Ganharemos tempo com isso”, ressaltou.
Demandas
Teutônia pensa na recomposição da ponte da Transamazônica, segundo o engenheiro do Município, Alexandre Etgeton. Porém, o estudo sobre a viabilidade da obra no formato atual não está definido. O uso do valor como contrapartida para a obra da ponte de Pontes Filho pode ser um plano B. A prefeitura aguardará visita da CIC para entender melhor as possibilidades.
Poço das Antas tem em vista a reconstrução das pontes do Cafundó e de Santa Inês, conforme o vice-prefeito Leonardo Olávio Griebeler. “Pensávamos em fazer com recursos próprios, mas se há essa oportunidade, vamos inscrever”, disse. Estes projetos ainda não foram montados.
Imigrante deverá buscar recursos para a reforma da ligação entre Imigrante e Coronel Pilar e o recapeamento da rodovia que liga Imigrante a Colinas.
Em Estrela são inúmeras as necessidades, mas a maior demanda é estrutura habitacional. São projetos de custos muito altos, mas a prefeita Carine Schwingel tentará defende-los junto à entidade. “Se precisar me adequar, tenho demandas, como o reforço de três pontes atingidas pelas cheias”, apontou.