Arroio do Ouro traça novos rumos para recuperação ambiental

Balanço de um ano de ações do Plano Recupera Rural RS ocorre no dia 2 de novembro e comunidade planeja próximas etapas de revitalização

89
Plano Recupera Rural RS realizou mais uma etapa do diagnóstico das estradas rurais em municípios severamente afetados / Crédito: Divulgação

A localidade de Arroio do Ouro, em Estrela, prepara-se para um marco na recuperação dos danos causados pela crise climática. No próximo dia 2 de dezembro, a comunidade se reunirá para o encerramento das ações de 2025 do Plano Recupera Rural RS. O evento, a ser realizado das 8h30 às 15h no Salão da Comunidade São Pedro Canísio, visa celebrar conquistas e, principalmente, definir as diretrizes de trabalho para 2026, fortalecendo o diálogo entre moradores, gestores públicos e instituições parceiras.

A região carrega as marcas dos eventos climáticos extremos de 2023 e 2024, que causaram perdas significativas na cobertura vegetal, no solo e na infraestrutura rural. Em resposta, 2025 foi um ano de trabalho intenso para recuperar solos, restaurar a vegetação nativa e fortalecer a segurança alimentar das famílias agricultoras.

O encontro será um espaço de mão dupla com as instituições, que apresentarão resultados tangíveis, e a comunidade, que terá a palavra para expor demandas e expectativas para o próximo ciclo. O evento terá a presença de um robusto grupo de parceiros, incluindo Emater, Prefeitura de Estrela, Ministério Público, Mapa, Sicredi, Instituto Retomada, Yara, Univates, Associação de Moradores, Fiocruz e Fapeg.

Diagnóstico avalia estradas rurais

Enquanto a comunidade planeja seu futuro, o Plano Recupera Rural RS avança em outra frente crítica: o diagnóstico das estradas rurais, severamente afetadas pelas enchentes. Em novembro, equipes técnicas, em parceria com a UFPel, percorreram Sinimbu e Bento Gonçalves, municípios que, assim como Estrela, apresentam particularidades.

Segundo o engenheiro Plínio de Freitas, Estrela conta com seixo rolado, um material de excelente desempenho. Já Sinimbu e Bento Gonçalves, embora com solos semelhantes, têm realidades distintas devido ao relevo. “Bento é mais montanhoso, o que resultou em mais deslizamentos”, explicou.

A gestão da água nas estradas é uma preocupação central, pois o escoamento inadequado pode causar erosão em lavouras de fumo ou comprometer parreirais por excesso de umidade.

Amostras de materiais foram coletadas para análise laboratorial na UFPel. Os resultados guiarão a instalação de unidades demonstrativas e capacitações para equipes municipais, programadas para 2026. O objetivo é qualificar técnicos em sistemas de drenagem e boas práticas, assegurando vias mais estáveis que facilitem o escoamento da produção e o acesso seguro da população.

As ações do Plano, uma iniciativa do Mapa em parceria com a Embrapa, buscam construir resiliência e adaptação às mudanças climáticas, visando um futuro mais seguro e sustentável para o rural gaúcho.

- publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Escreva seu comentário!
Digite seu nome aqui