
O ano de 2026 simboliza o encerramento de uma era na comunicação brasileira. A partir de janeiro, os tradicionais orelhões, telefones públicos que por décadas fizeram parte do cotidiano urbano, começam a ser retirados definitivamente das ruas do país.
De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cerca de 38 mil aparelhos ainda permanecem espalhados pelo território nacional. A remoção ocorre após o término das concessões da telefonia fixa, encerradas em 2025, o que desobriga as empresas responsáveis (Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica) de manter a infraestrutura.
Quase indispensáveis entre as décadas de 1970 e o início dos anos 2000, os orelhões perderam espaço com a popularização dos telefones celulares. Atualmente, mais de 33 mil aparelhos ainda estão ativos e cerca de 4 mil passam por manutenção, segundo a Anatel.
A extinção, no entanto, não será imediata em todos os municípios. Os telefones públicos poderão ser mantidos até 2028 em localidades onde não há cobertura de telefonia móvel. Paralelamente, a agência reguladora determinou que os recursos antes destinados aos orelhões sejam investidos na ampliação das redes de banda larga e telefonia móvel.

Uso com “ficha” e depois para o cartão magnético, agora esquecido pela facilidade do uso das redes.

