A comunidade se une para fazer a Paixão de Cristo sair da imaginação

20ª edição terá três noites de apresentação e promete novidades na encenação.

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Edição de 2025 reuniu 14 mil pessoas em duas datas - Crédito: Prefeitura de Imigrante / Divulgação

O município de Imigrante se prepara para um dos eventos culturais e religiosos mais aguardados da região. A tradicional Paixão de Cristo chega à sua 20ª edição em 2026 e promete emocionar o público mais uma vez com uma encenação grandiosa ao ar livre, mesclada por fé, arte e participação da comunidade.

A novidade deste ano é a ampliação da programação para três noites de espetáculo, com a inclusão do domingo. As apresentações ocorrem nos dias 27, 28 e 29 de março, em frente ao Convento São Boaventura. A alternativa é pensada para melhor acomodar o público após a grande procura registrada recentemente.

De acordo com o secretário de Cultura, Desporto e Turismo de Imigrante, Charles Porsche, a mobilização da cidade começa muito antes da encenação. “Estamos há algumas semanas de mais um grande evento, sempre esperado, tanto pelos atores quanto pela comunidade de Imigrante, além dos visitantes de todo o estado e até de outras regiões”, destaca.

Segundo ele, o espetáculo ultrapassa o limite de uma apresentação e se transforma em um movimento que soma coletividade e emoção. “Existe um sentimento muito forte de pertencimento em Imigrante. Não é simplesmente um evento que acontece em um dia e, depois, termina. Há envolvimento da comunidade, dos atores e dos empreendimentos, que se mobilizam para receber quem vem prestigiar o espetáculo”, acrescenta Porsche.

Novo texto e reflexões

Mesmo com a essência da história bíblica mantida, a edição deste ano trará um roteiro totalmente novo, com cenas inéditas e novas abordagens. A direção é do artista Pablo Capalonga, que busca relacionar os acontecimentos da época de Cristo a reflexões atuais.

“Temas que existiam naquele tempo continuam presentes na sociedade. Nas edições passadas, por exemplo, foram abordadas questões como a violência contra as mulheres. A Paixão de Cristo também tem esse papel de provocar reflexão e lembrar que algumas mudanças ainda precisam acontecer”, explica Porsche.

Além das alterações no texto, elementos cenográficos também prometem surpreender o público. Um exemplo é o uso da água em determinados momentos da encenação. O recurso chamou a atenção na edição passada e voltará a aparecer em uma nova cena.

Outra novidade está relacionada à própria ressurreição de Cristo, que neste ano ocorrerá em um espaço diferente, mas dentro do cenário natural do Convento.

Envolvimento que atravessa gerações

A preparação para o espetáculo envolve dezenas de voluntários da comunidade. Cerca de 60 atores participam diretamente da encenação, além de outras pessoas nos bastidores, na produção de figurinos, cenários e organização do evento.

Rainha de Imigrante, Eduarda Demari vive essa experiência de forma ainda mais especial. Além de representar o município, ela também faz parte do espetáculo desde a infância.

“Estar na divulgação da Paixão de Cristo é uma experiência incrível para mim, não só como rainha de Imigrante, mas também, como atriz que cresceu neste espetáculo”, conta. “Este ano é ainda mais significativo, porque celebramos a 20ª edição e, pela primeira vez, teremos três noites de apresentação. Os atores se tornaram uma família, é um momento especial”, aponta.

Eduarda explica que a Corte já percorreu diversas cidades da região para divulgar a encenação. “Passamos por mais de 12 municípios e fomos recebidos com muito carinho. Pessoas que ainda não conheciam o espetáculo ficaram curiosas e com vontade de assistir”, relata ela.

O envolvimento da comunidade é um dos aspectos que tornam a experiência única. “É muito bonito ver como tantas pessoas se unem para que tudo aconteça. São quase 60 atores voluntários e muita gente trabalha nos bastidores. Essa dedicação faz toda a diferença”, acrescenta Eduarda.

Experiência que emociona

Com cenário natural e forte carga emocional, a Paixão de Cristo de Imigrante tornou-se uma referência cultural no Vale do Taquari e em outras regiões do Rio Grande do Sul. O espetáculo combina religiosidade, teatro e reflexão. “Além de renovar a fé, a encenação também busca cativar o pensamento e transformação”, ressalta Porsche.

Para quem ainda não conhece o evento, Eduarda deixa um convite. “Venha se permitir viver essa história de perto. Tenho certeza de que será uma experiência marcante, preparada com muito carinho por tantas pessoas, principalmente, da nossa comunidade”, instiga.

As apresentações ocorrem na sexta-feira e no sábado, às 20h, e no domingo, às 19h30, com entrada gratuita. A expectativa é novamente de grande público e consolidação do espetáculo como um dos principais momentos culturais e religiosos da região.

Assista à entrevista:

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