Investigação da Polícia Civil revela latrocínio e incêndio criminoso em caso ocorrido no interior de Paverama

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A Polícia Civil apresentou nesta quinta-feira (11/12) um panorama detalhado da investigação que trouxe à luz as circunstâncias da morte de Cláudia Suzana Haubental, de 51 anos, encontrada carbonizada em sua residência na localidade de Morro Azul, em Paverama. O trabalho, conduzido pela Delegacia de Paverama com apoio da Draco de Lajeado, confirmou que Cláudia foi vítima de latrocínio, e que o incêndio na casa foi provocado para ocultar o crime.

Como o caso chegou à polícia

O incêndio que destruiu a residência ocorreu na noite de 22 de novembro. Naquele momento, bombeiros e vizinhos não perceberam que havia um corpo no interior do imóvel. Somente no dia seguinte, já no fim da tarde, familiares que retornaram ao local localizaram vestígios do corpo entre os escombros, o que levou à mobilização imediata das autoridades.

A partir desse ponto, a investigação passou a ser tratada como morte violenta. Exames periciais realizados posteriormente confirmaram que Cláudia já estava sem vida antes do início das chamas, afastando a hipótese inicial de acidente doméstico.

A pista decisiva: a motocicleta

O avanço das apurações ocorreu seis dias depois, quando a motocicleta da vítima, roubada durante o crime, foi encontrada em um posto de combustíveis da região. Descaracterizado, o veículo chamou a atenção de frequentadores que acionaram a Brigada Militar. A moto se tornou o elemento que permitiu à polícia chegar até o responsável pelo latrocínio.

Quem é o suspeito e o que aconteceu naquela manhã

O delegado Rogério Auler relatou que o autor do crime é um homem de 30 anos, natural de Tapes, que trabalhava temporariamente na cidade. Na madrugada anterior ao crime, ele havia participado de um baile, onde ingeriu grande quantidade de álcool e cocaína.

Segundo a investigação, ao passar pela frente da casa de Cláudia, viu a motocicleta estacionada e decidiu furtá-la. Horas depois, retornou ao local, saltou o portão e entrou no imóvel levando um pedaço de madeira. A vítima tentou reagir, mas foi golpeada na cabeça e morreu na hora.

O homem permaneceu no local por várias horas, deixou o imóvel com a motocicleta e, à noite, voltou para incendiar a casa. A intenção, conforme a polícia, era impedir que o corpo fosse reconhecido e dificultar o trabalho investigativo.

Modus operandi e histórico

Peritos do Instituto-Geral de Perícias confirmaram, por meio da análise pulmonar, que Cláudia não inalou fumaça, reforçando que o homicídio antecedeu o incêndio.

O autor, que não tinha qualquer relação com a vítima, possui antecedentes por crimes violentos e registros de roubo com agressão. O caso, segundo a delegada regional Shana Luft Hartz, exemplifica um crime de oportunidade que rapidamente evoluiu para violência extrema.

Situação atual

O suspeito está preso no Presídio de Lajeado e responde por latrocínio, incêndio doloso e destruição de cadáver. As autoridades não identificaram participação de terceiros.

A delegada Shana reforçou o papel colaborativo entre as delegacias e destacou a importância da ação rápida da Brigada Militar na localização da motocicleta, peça-chave para o desfecho da investigação.

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