Atual vereador de Estrela pelo Partido Liberal (PL), Felipe Alexandre Klein Diehl mais uma vez quer concorrer a deputado federal nas eleições de 2026. Para tal, aguarda carta de anuência do partido do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro para se desfiliar e ingressar no Progressitas (PP) sem perder o mandato na Casa Legislativa estrelense.
Em 2022, Diehl tentou o feito pela primeira vez e fez 9.363 votos. Em entrevista ao Grupo Popular, o parlamentar discutiu sua trajetória política, a possível mudança de partido e a urgência de uma representação mais forte para o Vale do Taquari em Brasília.
Grupo Popular – O que motiva essa nova tentativa?
Felipe Diehl – Na última eleição, fiz quase 10 mil votos mesmo sem estrutura partidária, nome político consolidado ou grandes recursos. Percebo que o Vale do Taquari carece de liderança, tanto em nível estadual quanto federal. Hoje, temos apenas um pré-candidato de centro-esquerda na região, o que deixa o campo conservador e a direita sem um representante para a Câmara Federal. Meu objetivo é ser essa voz para os cidadãos do nosso Vale.
GP – Como está a negociação com os partidos e qual a condição para essa troca?
Diehl – Sempre fui de direita e acompanho o grupo político do ex-ministro Onyx Lorenzoni e do deputado estadual Rodrigo Lorenzoni há 16 anos. Como eles ingressaram no Progressistas, recebi o convite para segui-los. No entanto, por ser vereador em Estrela, só posso trocar de partido sem perder o mandato se obtiver uma carta de anuência do PL. Essa liberação está sendo articulada em nível nacional por Ciro Nogueira (PP) e em nível estadual por Covatti Filho (PP). Caso a carta não seja concedida, permanecerei no PL para não silenciar minha voz na Câmara de Estrela.
GP – Por que a região enfrenta essa dificuldade em Brasília?
Diehl – O Vale só recebe migalhas porque não tem alguém que brigue por nós com voz ativa. Quando fui assessor do Onyx, conseguimos destravar demandas históricas, como a permuta do prédio do INSS para o Hospital Bruno Born, que esperava há 12 anos. Precisamos de um deputado federal que conheça a nossa realidade de perto. O produtor e o empresário fazem a sua parte da porteira para dentro, mas falta infraestrutura do governo: as estradas são ruins, a energia é insuficiente e a telefonia é precária.
GP – Quais são as suas principais bandeiras para a infraestrutura regional?
Diehl – Foco muito na logística e energia. Temos um Porto em Estrela que ficou muito tempo sem atenção e uma malha ferroviária sucateada que não é utilizada para o transporte de cargas. Além disso, defendo a redução da carga tributária, que hoje sufoca quem produz. É inadmissível pagarmos tantos impostos, como IPVA e Cide, e ainda dependermos da iniciativa privada para ter estradas de qualidade por meio de pedágios.
GP – Acredita que a direita conseguirá se unir no RS para o próximo pleito?
Diehl – Sim, o PP e o PL estão caminhando juntos em nível estadual. Acredito que teremos uma candidatura única da direita ao governo do Estado, seja com o deputado Zuco (PL) ou com Covatti Filho (PP). Essa união é fundamental para evitarmos mais anos da esquerda no poder nacional.
GP – Quais experiências adquiriu nesses 4 anos para enfrentar o novo desafio eleitoral?
Diehl – Tive uma escola política muito sólida: 6 anos na Assembleia Legislativa com o deputado Márcio Lang e 10 anos na Câmara Federal com Lorenzoni. Além disso, atuar como secretário municipal da Fazenda de Estrela me deu uma visão técnica do Executivo, e o mandato de vereador me aproximou das demandas diretas da população. Hoje, me sinto muito mais preparado e com um grupo organizado para buscar essa representação para o Vale.


