Lajeadense aguarda cirurgia pelo SUS e pede ajuda para custear internação hospitalar

Camilli Vitória Berkai Roesch tem 23 anos e sofre com pedras coraliformes em ambos os rins.

142
Camilli Vitória Berkai Roesch está internada no HBB, em Lajeado. Crédito: Arquivo pessoal

Camilli Vitória Berkai Roesch (23) é moradora do Bairro Conventos, em Lajeado, e está internada desde o início do ano no Hospital Bruno Born (HBB). Foi diagnosticada com pedras coraliformes em ambos os rins, uma condição grave que, se não tratada, pode causar perda da função do rim, infecções graves, sepse (infecção generalizada) e insuficiência renal.

Conforme a jovem, o quadro lhe causou infecção urinária severa, inflamação renal, dores intensas e constantes, além de várias complicações que a levaram a internações sucessivas, sem previsão de alta.

“Estou recebendo morfina várias vezes ao dia, todos os dias, para conseguir suportar a dor”, relata ela.

Segundo Camilli, a equipe médica do Hospital Bruno Born informou que a cirurgia necessária só pode ser realizada em Porto Alegre, pois apenas lá existem os equipamentos adequados. “No entanto, meu caso depende de autorização do Estado, e há 40 dias não houve nenhuma evolução ou previsão”, lamenta.

A assessoria do HBB confirma que o hospital não tem os equipamentos necessários para realizar a cirurgia e que a situação da jovem foi encaminhada para o Gerint, sistema de regulação de internações hospitalares do SUS do Estado. O hospital reforça que, enquanto isso, a paciente tem recebido todo o apoio necessário.

Conforme a 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), o governo do Estado já está ciente do caso e a paciente aguarda pela central de regulação hospitalar.

“Estou internada, sofrendo com dor extrema, sedada com opioides diariamente, sem respostas e sem encaminhamento, aguardando uma decisão administrativa. Além disso, sofro de epilepsia e, nesse período, tive duas crises mesmo com medicamentos. Minha saúde física e emocional estão profundamente afetadas”, conta a jovem.

Essa não é a primeira internação de Camilli. Em 2023, ela fez três cirurgias de pedras nos rins. “Todas menores, mais fácil de tratar, mas ficaram os farelinhos. Com isso, acabaram se transformando em pedras coraliformes nos dois rins. As maiores estão no rim direito, com 3,7 e 3,5 centímetros”, relata.

Segundo o repassado pela jovem, poderiam ser realizados três procedimentos para tratar sua condição: Litotripsia extracorporea por ondas de choque, nefrolitotripsia percutanea e ureterorrenolitotripsia flexivel. “Elas têm como objetivo retirar as pedras, mas já fui avisada que é muito difícil retirar só com uma cirurgia, provavelmente vai ter que ser mais que uma”, conta.

Pedido de ajuda

Camilli diz estar afastada do trabalho e que aguarda a liberação do auxílio por incapacidade temporária do INSS. “Mas até isso se resolver, as despesas continuam: contas básicas, medicamentos, transporte, alimentação, além dos custos que surgem com a internação prolongada”, desabafa. 

Da mesma forma, a mãe, que fica com ela diariamente no hospital, também precisou se afastar da rotina, o que agravou as dificuldades financeiras da família.

Para obter ajuda, a lajeadense criou uma vakinha on-line, que pode ser acessada clicando aqui.

- publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Escreva seu comentário!
Digite seu nome aqui