
O prefeito de Fazenda Vilanova, Amarildo Silva, detalhou os bastidores da saída recente de uma empresa de calçados do município. O caso estava em discussão desde 2023 e culminou na transferência da operação para a cidade vizinha de Taquari, após a Administração Municipal avaliar que as exigências da empresa não eram viáveis para o interesse público.
Segundo o prefeito, a calçadista buscava um pacote de incentivos que incluía a cedência de terreno e prédio, além do subsídio de parte do transporte dos trabalhadores. No entanto, cerca de 60% da mão de obra utilizada pela empresa não residia em Fazenda Vilanova, mas sim, em Taquari. Com isso, a mesma tinha um custo mensal de aproximadamente R$ 30 mil em transporte. Ao se mudar para o município vizinho, esse custo foi reduzido a zero.
Para o gestor, a função da Prefeitura é criar condições para o desenvolvimento, mas com limites claros. “O Executivo tem que ser um facilitador, não um sócio. Podemos dar um subsídio, uma área de terras como contrapartida, mas eu não pretendo ser sócio de ninguém”, afirmou Silva.
Apesar da saída da unidade, o prefeito assegurou que não houve impacto negativo significativo no mercado de trabalho da cidade. De acordo com ele, a mão de obra residente em Fazenda Vilanova que trabalhava na empresa foi rapidamente absorvida por outros pequenos ateliês, que expandiram suas atividades no próprio município.
Novas oportunidades
Amarildo aponta a alta demanda por mão de obra no Vale do Taquari e o interesse de novos empreendimentos na cidade devido à localização geográfica privilegiada às margens da BR-386. “A saída da empresa não nos preocupou tanto porque, se olhar nossos índices, a cada dia temos novas empresas e pessoas interessadas em vir para o município”, comenta.
Ele cita a análise em andamento de dois empreendimentos que querem se instalar na cidade, bem como os avanços no loteamento industrial, com ruas já demarcadas e cujo aterramento deve iniciar em breve.
Apontou ainda as obras em andamento das casas populares, a liberação de recursos por meio do Pavimenta 3, do governo do Estado, para a pavimentação do trecho que liga as comunidades de Nova Westfália e Glória, o asfalto na comunidade de Santana, a pavimentação de duas ruas no Loteamento Mallmann e a finalização do PAVS na Rua São Jerônimo.
Por fim, citou a busca do Município junto à CCR ViaSul para a cedência do espaço onde fica a elevada para projeto com iluminação, infraestrutura e ajardinamento.
“No primeiro ano [do segundo mandato] trabalhamos em cima dos projetos para que, no segundo, pudéssemos executá-los. Até o fim do meu mandato, tenho certeza que a cidade terá outra cara”, conclui Amarildo.

