A Polícia Federal concluiu o inquérito da Operação Sedução, deflagrada em outubro de 2020 para apurar o crime de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual.
Dois homens (pai e filho), foram indiciados pelos crimes de tráfico de pessoas, cárcere privado, estupro, tortura, lesão corporal e redução a condição análoga à de escravo, conforme a conduta individual praticada.
No inquérito policial, há relatos de que as vítimas seriam obrigadas a tatuar o sobrenome do principal investigado nas costas, evitando que as mulheres aliciadas se desligassem dele e promovendo sua “marca” para os usuários de sites pornográficos adultos.
Essa prática se identificou como sendo comum aos produtores internacionais deste tipo de conteúdo.
A Operação Sedução teve início em setembro (2020), após uma vítima brasileira ter escapado do agressor e se refugiado na Embaixada do Brasil em Minsk, na Bielorrússia.
A vítima, na época com 18 anos, natural de Lajeado e com residência em Porto Alegre, vinha sofrendo abusos psicológicos e físicos de cunho sexual pelo investigado, sendo obrigada a se expor em práticas sexuais transmitidas ao vivo através da internet.
Após diligências e representação judicial, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Porto Alegre.
A operação também resultou na prisão do principal investigado, em Minsk, após sua inclusão na lista “difusão vermelha” da Interpol.
Em fevereiro deste ano, o investigado foi extraditado para o Brasil e desde então permanece preso preventivamente em Porto Alegre.

