Liderança, associativismo e empoderamento feminino pautam Simone Leite no Happy Hour do Empresário da CDL Lajeado

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Crédito: Divulgação

Presidente do Conselho da Mulher Empreendedora da Federasul, Simone Leite foi a convidada do Happy Hour do Empresário realizado na noite desta terça-feira (1º/4) pela CDL Lajeado. A edição de abril da atividade ocorreu na sede da entidade e marcou o início do mês dedicado ao associativismo, tendo como tema “Associativismo empreendedor: conectando forças, multiplicando oportunidades”.

Primeira mulher a presidir a Federasul, Simone relatou sua trajetória pessoal e profissional, resumindo: “Sou o resultado das minhas escolhas e tudo que eu faço tem um grande propósito, que está muito vinculado à minha família”. Ao falar sobre o quanto seu trabalho envolve o empoderamento feminino, ela destacou que faz parte da primeira geração de mulheres da história que tomou consciência do poder que tem e do quanto isso pode impactar as futuras gerações.

“Somos nós que estamos educando os jovens que vão fazer as grandes transformações deste ambiente: a busca pela igualdade, equidade, do respeito às diferenças, das possibilidades de compartilharmos os mesmos espaços, independentemente da questão de gênero”, destacou.

Segundo Simone, por mais de cinco mil anos a mulher foi associada ao papel doméstico e por isso hoje ainda é tão difícil para ela assumir funções de liderança. Além de não terem as mesmas possibilidades e oportunidades, as mulheres precisam ocupar espaços que por muito tempo eram somente masculinos. Enquanto os meninos cresceram competindo, liderando, assumindo riscos na rua, as meninas estavam ajudando a mãe na cozinha, brincando de boneca e de professora, em uma vida bem mais limitada.

“Os homens sempre foram forjados pela dificuldade por serem arrojados e porque culturalmente era assim. As meninas eram ensinadas a serem agradáveis, cuidadosas, a evitar conflitos, falar manso, ser generosa e cuidar da família”, detalhou, apontando: “As mulheres não nasceram despreparadas para o poder. O problema é que nós não fomos ensinadas a exercer o poder”, afirmou..

Comparando perfis de atuação no trabalho, Simone afirmou que, enquanto o homem é mais agressivo e dominador, a mulher é mais colaborativa e inclusiva. Em papéis de liderança, os homens são competitivos, têm foco no resultado e na performance, tomam decisões racionais e objetivas, assumem uma postura assertiva e autoconfiante, mantendo o distanciamento emocional e se baseando no comando e no controle. “Isso não significa que sejam pessoas más, é só o jeito, a cultura. Eles foram forjados assim”, garantiu ela.

Por outro lado, as mulheres desempenham uma liderança empática, baseada na escuta e na colaboração, estratégica, de planejamento e visão de longo prazo. Uma liderança transformadora fundamentada na inovação e na capacidade de inspirar mudanças. “O ideal é juntar os dois, somar os estilos e equilibrar as forças: a assertividade do modelo masculino e a empatia do feminino”, indicou.

Simone ainda orientou que um líder precisa ter autoconhecimento para identificar seus pontos fortes e fracos; buscar aprendizado contínuo; exercitar a liderança em grupos e projetos pequenos; manter bons relacionamentos; aprender a motivar, inspirar e se comunicar; e ter resiliência. “O líder é aquele que assume o protagonismo. Ser protagonista não é uma escolha, é uma consequência das nossas ações”, declarou.

Sobre o associativismo, Simone revelou que foi nesse ambiente onde descobriu uma ferramenta de transformação: “O associativismo empreendedor muda a nossa vida”. E ao indicar como ter sucesso no universo associativo ou nos ambientes empresarias, sociais e pessoais, ela sintetizou: “Para tudo o que a gente decidir fazer, temos que ter atitude, coragem, inspiração e muita responsabilidade”, ressalta.

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