PF pede bloqueio de R$ 5 milhões e Marcelo Caumo é transferido para presídio em Canoas

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Marcelo Caumo nega relação entre dinheiro apreendido e investigação da PF

A Polícia Federal solicitou ao Poder Judiciário o bloqueio de R$ 5 milhões em contas do ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, preso na manhã desta quinta-feira (26/2) durante a segunda fase da Operação Lamaçal. O pedido ainda será analisado pela Justiça.

A investigação apura indícios de superfaturamento e desvio de recursos em três contratos públicos. Durante a operação, também foi apreendido um automóvel avaliado em mais de R$ 400 mil. Embora o veículo não esteja em nome de Caumo, a Polícia Federal aponta suspeita de uso de valores irregulares na aquisição.

Além do ex-prefeito, a empresária responsável pela empresa contratada pelo município foi presa temporariamente. A operação também resultou no afastamento cautelar de duas agentes públicas de seus cargos.

Segundo o delegado responsável pelo caso, as prisões temporárias foram decretadas para evitar a destruição de provas e a possível combinação de versões entre os investigados. A apuração aponta ainda contradições em depoimentos prestados até o momento.

Após a prisão, Caumo permaneceu na carceragem da Polícia Federal em Santa Cruz do Sul e foi transferido para o Presídio Estadual de Canoas (Pecan), na Região Metropolitana. De acordo com a defesa, ele cumprirá os cinco dias de detenção temporária em uma Sala de Estado-Maior, espaço destinado a advogados e autoridades, separado das celas comuns e com estrutura própria.

A Polícia Penal informou que nenhuma das celas do presídio possui ar-condicionado. Já a empresária presa na mesma operação foi encaminhada para a ala feminina do Presídio Estadual de Lajeado.

Os investigados poderão responder por crimes como desvio de verba pública, fraude em licitação, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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