Cléo Maurício Ahlert é o novo presidente da Cooperagri

Secretário na gestão de Édson Dahmer foi eleito em ssembleia geral ordinária realizada na manhã deste sábado (14/3) em Linha Lenz, Estrela.

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Novo conselho de Administração e Fiscal Cooperagri. Crédito: Camille Lenz da Silva

A Cooperativa Agroindustrial São Jacó (Cooperagri) realizou sua Assembleia Geral Ordinária na manhã deste sábado (14/3) no salão da comunidade de Linha Lenz, em Estrela. Os resultados são relativos ao exercício de 2025.

A receita líquida da Cooperagri foi de R$ 71,2 milhões. A sobra do resultado financeiro, de R$ 4,6 milhões. Com isso, o resultado líquido do exercício de 2025 foi de R$ 3,3 milhões, com R$ 650 mil à disposição da assembleia.

A assembleia também aclamou Cléo Maurício Ahlert como novo presidente da Cooperagri. O cooperado de Paissandu, Westfália (centro da foto), foi secretário na gestão de Édson Dahmer.

O diretor administrativo e financeiro da cooperativa, Lício Sulzbach, apresentou números e resultados de 2025, que iniciou com 834 associados e alcançou 850 até este sábado. Teutônia é o município com maior número de associados, com mais de 160.

O capital social encerrou o ano com R$ 560 mil; diminuiu em relação a 2024 devido a associados que saíram.

O faturamento foi de 13% (R$ 71,8 mil), um pouco inferior a 2024, que teve 14%. “Sabemos que o ano não foi tão fácil para os produtores, nem para a Cooperagri. Esperávamos crescer 50%, mas refizemos o planejamento devido às crises enfrentadas”, disse Lício.

A participação por segmentos é de 54% nas rações, 11% no milho, 10% nos fertilizantes (ano em que mais venderam), 9% nas sementes, 8% nos farelos, 5% na soja, 2% nos defensivos 2% (crescimento grande pelo pouco tempo de vendas) e 2% de minerais. Outras mercadorias representaram 7%.

A rentabilidade sobre faturamento líquido foi de 4,7% de margem, em comparação a 4,25% em 2024. “É o que sobra depois de todos os pagamentos e negócios realizados”, explicou. A Cooperagri cresceu 2,8% em relação a outras cooperativas no RS. “Mostra que estamos bem e no caminho certo”, apontou Lício.

O ano passado registrou o melhor resultado da Cooperagri em números, com R$ 3,38 milhões – foi de R$ 2,7 milhões em 2024.

Colchão de liquidez

A estratégia para amenizar a crise da agricultura para chegar acima dos resultados das demais, em 2025, foi o “colchão de liquidez”.

Segundo Lício, a cooperativa recebeu muito milho. Em geral, na safra, 20% era vendido logo e 80% depositado quando melhorava o preço. No ano passado, ocorreu o inverso: 80% do milho que entrou foi vendido logo. “O produtor com dificuldade financeira, o ano começou com preço bom por causa da supersafra”, disse sobre os motivos.

Dessa forma, a Cooperagri formou um colchão de liquidez com taxas boas nos bancos parceiros, que permaneceu aplicado. “Esse recurso aplicado rendeu mais juros do que pagamos no ano. São R$ 17 milhões de dinheiro em caixa. Estamos pagando R$ 11 milhões em milho, imagina se não tivéssemos feito esse colchão”, ressalta.

Investimentos em 2026

A cooperativa espera investir R$ 16,4 milhões em 2026. Destes, estima-se R$ 15 milhões para a aquisição de um novo sistema de coleta de grãos (silos). Ainda, a automação da fábrica velha (R$ 262,6 mil) e um gride zero para compra de energia pela Certel a partir do Mercado Livre de Energia (R$ 57,65 mil). Estas duas já estão em andamento.

Conselhos de Administração e Fiscal

Conselho de Administração
Presidente: Cléo Maurício Ahlert
Vice-presidente: Atêmio Petter
Secretário: Édson Ricardo Dahmer
Conselheiros: Paulo Sulzbach, Valdir Unnewehr e Jonas Vicente Gräbin

Conselho Fiscal
Efetivos: Ancélio Inácio Wolkmer, Samuel Ricardo Fell e Márcio André Diedrich
Suplentes: Andréia Cristina Stahlhöfer Schneider, Loiva Beatriz Trapp e Eric von Mühlen

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