Adversidades e realizações da maternidade após os 40 anos

De acordo com uma pesquisa publicada em 2019 na revista Veja e segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde o final dos anos 1990 o número de mulheres que se tornaram mães depois dos 40 anos aumentou em 88,5%.

A graduada em Relações Públicas, Carin Schwingel (52), de Linha Wink/Teutônia, faz parte do grupo de mães “mais experientes”. Apesar de sua formação, ela sempre trabalhou com o que realmente ama: decoração e vendas. São mais de 26 anos na área.

Por muito tempo ela e o companheiro não pensavam em maternidade e paternidade. “Viajávamos bastante e eu também fiz a graduação numa idade mais madura”, conta.

Foi com o passar do tempo que o desejo de aumentar a família e dar continuidade ao sobrenome crescei. O casal decidiu então planejar a chegada do filho.

Aos 39 anos, Carin recebeu um alerta de sua médica em uma consulta de rotina, de que sua idade já estava avançada, não era mais “idade de menininha” e uma gestação seria arriscada. Mas isso não foi impedimento para que eles.

Susto e nascimento antecipado

A mãe conta que muitos foram os medos e cuidados recomendados por sua médica durante a gestação, como evitar passar roupa ou varrer a casa. “Era o bem mais precioso da minha vida que eu estava cuidando”, afirma.

A situação se complicou no dia 27 de julho, quando a gestante não conseguiu se deitar para dormir por estar com dor de cabeça. Com ajuda da vizinha, Semilda Drehmer (72), verificou a pressão que estava em 16 por 24.

O desespero tomou conta e Carin ligou para uma amiga enfermeira que a aconselhou a ligar para a médica e ir para o hospital.

O parto foi antecipado para o dia seguinte, quando foi feita a cesariana. No dia 28 de julho de 2011, Arthur nasceu, poucos dias antes do aniversário de 42 anos de Carin.

Semilda, conhecida como Dinda Mina, auxiliou no período pós-gestação fazendo as refeições de Carin. Ela se tornou madrinha de Arthur e continua fazendo comida para o pequeno.

Adaptação e rotina

Por não ter irmão mais novo e apenas sobrinhos que moram longe, a nova realidade foi de muitas adaptações. A nova mãe nunca tinha trocado a roupa de um bebê antes e por Arthur ser muito pequeno, o cuidado era redobrado.

Aconselhados por um pediatra, o casal passou a sair menos. Apesar de se considerar uma pessoa “ansiosa por natureza”, Schwingel recebeu elogios pela forma como lidou com a situação. “O dia a dia vai ensinando o que fazer na hora certa”, aponta.

E daqui alguns anos?”

Com uma diferença de quase 42 anos entre mãe e filho,ela avalia a importância do incentivo à educação do filho e o seu contato com o ensinamento cristão. “Penso que assim não irá tomar caminhos errados” confirma.
Fazendo uso das palavras de Lucimar Georgetti, Carin recita “mãe é padecer no Paraíso”. Esse trecho resume tudo pois se a mãe tem vontade de chorar e olha para o seu filho, ela sorri.

São poucas as palavras que podem ser usadas para descrever o sentimento que envolve mãe e filho. “Um amor magnífico e único, o sorriso do filho é um combustível para a mãe continuar na luta do dia a dia”, pontua.

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