Mais de 1,8 mil pessoas aguardam por consultas com especialistas em Teutônia

A saúde, um direito fundamental, tem enfrentado um desafio enorme: as filas de consultas e cirurgias represadas. Os dados do Ministério da Saúde divulgados nesta semana mostram que a fila de espera por cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 26% em 2024 no Brasil.

Em Teutônia, a situação não é diferente. Marlene Metz, secretaria de Saúde de Teutônia, e Natanael Anastácio, subsecretário, têm se dedicado, neste primeiro período da gestão, a avaliar e reorganizar os serviços de saúde do município. Um dos principais problemas identificados é o alto número de faltas em consultas e as extensas filas de espera para especialidades e exames.

Faltas em consultas

Somente no mês de janeiro, 704 pessoas faltaram às consultas agendadas em Teutônia, de um total de 9.519 consultas. A preocupação é grande com o impacto dessas faltas, pois além de prejudicar outros munícipes que precisam de atendimento, os cofres públicos também são impactados negativamente.

A secretária apelou à conscientização da população. “Temos que pensar no outro, que, de repente, precisava muito, que passou mal à noite. E se nos avisasse, conseguiríamos colocar uma outra pessoa no lugar”. Essa situação não é exclusiva de Teutônia. Municípios vizinhos como Paverama e Fazenda Vilanova também registraram um número significativo de faltas em consultas, como trouxemos na edição de sábado (15/2).

Demandas reprimidas

A secretária Marlene Metz revelou que as demandas reprimidas por consultas e cirurgias são um desafio significativo. “Filas sempre existiram e sempre vão existir. Mas, mesmo classificando as urgências, eu nunca vi tanto, realmente”, afirmou, ao comentar sobre o número de pessoas aguardando por consultas especializadas.

Os números são alarmantes: 1.848 pessoas aguardam por consultas especializadas na central de regulação do estado, incluindo áreas como traumatologia, oftalmologia, cirurgia geral e oncologia.

Além disso, 349 pacientes aguardam por cirurgia na área de traumatologia e 327 em cirurgia geral, após já terem passado pela consulta e recebido o diagnóstico.

Natanael Anastásio esclareceu que o município faz o primeiro atendimento. Então, o paciente é encaminhado para o especialista e quem gere essa fila é o Estado.

Oncologia e exames de imagem

A situação na oncologia é particularmente preocupante, com 3 mil pessoas aguardando. Marlene explica que a falta de recursos financeiros é um agravante da situação. Ela detalha que os insumos hospitalares aumentaram muito de preço, impactando a capacidade de atendimento. Além das consultas e cirurgias, há uma fila de espera de aproximadamente 1,5 mil pessoas por exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética.

Reorganização e busca por soluções

A Administração busca alternativas para melhorar o acesso à saúde. “O município vai ter que fazer a sua parte, que talvez caberia os outros órgãos superiores, reorganizando os serviços, ver aonde nós podemos poupar, sem prejudicar o atendimento”, afirmou Marlene.

Os telefones fixos da Secretaria de Saúde não estão funcionando, nova licitação já foi encaminhada para nova operadora de telefonia.

Os atuais telefones são:

Postos de saúde
ESF 1
(51) 99611-3510
ESF 3
(51) 99386-9763
Canabarro
(51) 99732-1870
(51) 98577-0326
Vila Esperança
(51) 99387-1703
Loteamento 8
(51) 99386-5384
Teutônia
(51) 99258-9814
Alesgut
(51) 99208-1963
Boa Vista
(51) 99259-0485
Languiru
(51) 99208-0846

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