Enio Bacci (PDT) afirma que retorna à política motivado pela falta de representação do Vale do Taquari na Câmara dos Deputados. “A região do Vale do Taquari não elege um deputado federal local há 12 anos, desde que eu saí de Brasília”, afirma.
Para ele, a ausência de um parlamentar local dificulta a articulação por recursos e investimentos. “Um deputado tem R$ 40 milhões em emendas para colocar no município em que ele quiser. Desde que não temos um deputado, tem vindo umas migalhas”, diz Bacci. O candidato também defende transparência na aplicação das emendas.
Bacci defende que os eleitores priorizem candidatos do próprio Vale do Taquari. “Na última eleição, os quatro deputados de fora que mais fizeram voto no vale foram Redecker, Zucco, Van Hatten e Alceu Moreira. Quatro excelentes deputados, nada contra a pessoa deles. Mas os 60 mil votos que eles fizeram aqui no Vale, elegeria tranquilamente um deputado federal e dois estaduais”, explica.
No mesmo sentido, Bacci defende a adoção do voto distrital como uma forma de aproximar eleitores e representantes. A proposta seria dividir o Rio Grande do Sul em 31 regiões e cada uma eleger um deputado federal e entre dois ou três deputados estaduais. “O eleitor vai se sentir mais próximo de quem ele votou e vai ter poderes de mandar ele para casa na próxima eleição e eleger outro”, argumenta.
Impostos
Analisa a mudança da tributação da produção para o consumo na Reforma Tributária e defende ajustes para não afetar os pequenos municípios. Bacci também promete não apoiar propostas de aumento de impostos. “Meu compromisso como deputado federal é não votar a favor de qualquer aumento de imposto, buscar inclusive a redução”, declara.
Investimento em hospitais
Na área da saúde, Bacci afirma que pretende destinar cerca de 80% dos recursos de emendas parlamentares para unidades do Vale do Taquari. “Das emendas parlamentares que eu terei em Brasília, eu vou destinar 80% para a área da saúde do Vale do Taquari. Todas as unidades de saúde do vale vão receber recurso. O Hospital Ouro Branco de Teutônia vai receber em torno de 3 a 4 milhões por ano”, detalha.
O deputado defendeu a implantação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Teutônia.
“Hoje os deputados de fora colocam 200, 300 mil na saúde do Vale do Taquari. O que se faz com R$ 200 mil em um hospital? Praticamente nada. Eu sou um defensor de ter equipamento e estrutura para salvar vidas mais próximo do cidadão e uma UTI é essencial para isso”, alega.
Infraestrutura
Bacci se posicionou contra a concessão de rodovias do Bloco 2. “Eu sou contra pedágios como um princípio, mas acho que isso precisa ser dialogado, porque há rodovias que às vezes estão intransitáveis e a solução não vem e quem paga por isso cidadão que trafega ali e as vidas que se perdem nas rodovias pela má qualidade”, explica.
Também propõe um projeto de lei que cria o Fundo de Preparação e Enfrentamento às Enchentes no Vale. “O dinheiro poderia vir da doação de pessoas que pagam imposto de renda doando de 5 a 10% para esse fundo”, aponta. As ações prioritárias incluem dragagem e limpeza periódica do leito do Rio Taquari; reposição e preservação da mata ciliar e a construção de 3 a 4 barragens de contenção nas cabeceiras.

