Teutônia realiza o 1º Canta Rio Grande – Festival de Coros neste sábado (26/9) com a presença de coros de cinco cidades. O evento ocorre a partir das 18h, no CTG Rincão das Coxilhas. O festival é idealizado pela Secretaria Municipal de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer em parceria com o Maestro Martin Altevogt.
A programação reunirá coros de Bento Gonçalves, Nova Prata, Vale do Sol, Travesseiro e Teutônia, com o objetivo de valorizar a música, a cultura gaúcha e o canto coral.
A programação também inclui um jantar típico, com carreteiro e saladas. Há cartões à venda com integrantes do coral. “É um momento de confraternização, se alguém quiser assistir a apresentação e depois confraternizar vai ser muito bem-vindo”, convida Altevogt.
Segundo o maestro, o evento também está relacionado às comemorações dos 400 anos das Missões Jesuíticas no Rio Grande do Sul. “Existe uma agenda estadual de comemorações. Dentro desse espírito, motivado por essas comemorações, a ideia foi trazer a tradição cultural gaúcha para mais perto da arte do canto coral. Os corais por tradição sempre tem canções gaúchas no seu repertório, é o nosso DNA, faz parte da nossa cultura”, explica.
Para o coralista Ariberto Magedanz, o canto coral chega para completar uma semana repleta de cultura. “Foi uma semana muito rica. Tivemos música, poesia, dança, a presença das escolas no acampamento e parecia que estava faltando alguma coisa. Esse ingrediente nós temos neste final de semana: o canto coral”, afirma.
Segundo ele, esse tipo de parceria pode incentivar ainda mais o canto coral. “Não adianta nós virmos aqui e lamentar que o canto coral está enfraquecendo. Nós temos que encontrar novas oportunidades, e eu vejo aqui uma grande oportunidade para o canto coral”, avalia.
Teutônia conta atualmente com cerca de 20 coros ativos, mas os grupos buscam se reorganizar e encontrar novas formas de manter a tradição. “É um esforço muito grande por parte de todos os regentes e da nossa associação de coros para procurar viabilidades. Com a pandemia, tivemos um baque muito grande no número de corais. Todos os grupos estão se recriando”, explica Magedanz.
Para o cantor, a continuidade do canto coral passa pela busca de novas alternativas, especialmente com a participação das novas gerações. “Queremos continuar com essa linda tradição, mas temos que procurar alternativas. De repente, encontrar outro caminho, envolvendo a juventude e as escolas. Muitas escolas do município fazem um trabalho muito bom, mas precisamos procurar alternativas, como a formação de regentes”, conclui.

