Sedesth para serviço de assistência social em Estrela em defesa do Suas

A Secretaria do Desenvolvimento Social, Trabalho e Habitação de Estrela (Sedesth), em defesa do Sistema Único de Assistência Social (Suas), paralisou os serviços de assistência social prestados pela pasta nesta terça-feira (26/11). A mobilização, realizada em todo o país, cobra, entre outros, os repasses do governo federal para a realização dos serviços da área.

Em Estrela, são mantidos serviços como os dois Cras, além da extensão no Loteamento Nova Morada, com atendimentos e grupos; Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Pousada da Criança. Por meio destes serviços, são desenvolvidos grupos e projetos como Projovem, grupo de idosos, Gracie com cerca de 500 participantes, Programa Criança Feliz, grupos de artesanato e de pessoas com deficiências, além dos grupos com crianças e adolescentes. 

Todos estes programas deveriam receber recursos da União, o que não vem ocorrendo, e só estão sendo mantidos porque a prefeitura está custeando na sua integralidade. “São mais de R$ 550 mil em atraso desde o ano passado”, lamenta o secretário José Itamar Alves. Somente a Pousada da Criança, segundo ele, deixa de receber R$ 5 mil mensais. “É pouco, diante do custo que temos para a sua manutenção, que é de R$ 42 mil por mês, mas necessários para que possamos manter os serviços”, diz Alves.

Sem contrapartida

Os profissionais da Sedesth se concentraram na Praça Menna Barreto. Conversando com a população e por meio de cartazes explicavam a situação e cobravam o cumprimento das obrigações, tanto por parte do governo federal quando do estadual. De acordo com o secretário José Alves, se os repasses estivessem em dia, a prefeitura poderia ampliar as ações na área da assistência social, principalmente na prevenção.

Ele ressalta que o município preenche todos os critérios exigidos pelo governo – Conselho e Fundo de Assistência Social constituídos, equipe qualificada de profissionais e metas – mas não recebe a contrapartida necessária. “Estamos aqui, junto com os profissionais, em defesa do serviço e de sua qualificação”, enfatiza.

A diretora da Apae, entidade que recebe verbas repassadas pelo governo federal por meio da Sedesth, também participou da mobilização. Conforme Rose Tólio, o valor destinado à associação é de R$ 6,2 mil mensais, para o trabalho de assistência social e grupos de convivência. Segundo ela, são recursos necessários, sem os quais os atendimentos seriam limitados. “São grupos de convivência diária”, conta a diretora, que mantém as atividades porque o município assumiu os pagamentos. “Estamos aqui porque é importante sermos parceiros”, ressalta. 

Mais Notícias

Tópicos Relacionados:

Publicações do Autor

ViaSul bloqueará acessos entre BR-386 e ERS-130 para atividade técnica em Lajeado

A concessionária ViaSul realizará uma atividade técnica na noite deste sábado (20/6) e madrugada de domingo (21/6) em acessos entre a BR-386 e a...

Carreta de Teutônia se envolve em acidente na BR-101, em Santa Catarina

Um acidente envolvendo uma carreta de Teutônia deixou uma pessoa ferida no final da manhã desta quinta-feira (18/6), na BR-101, em Garuva. A colisão...

Mulher fica ferida após capotamento no Centro de Westfália

Uma mulher ficou ferida após uma saída de pista seguida de capotamento registrada no início da tarde desta quinta-feira (18/6), em Westfália. O acidente aconteceu...

PRF prende casal com 35 quilos de maconha na BR-386, em Lajeado

A Polícia Rodoviária Federal prendeu um casal por tráfico de drogas na BR-386, em Lajeado, nesta quinta-feira (18/6). A ação ocorreu durante uma operação de...