Prefeitura de Lajeado decide manter sede própria do Cram

Ainda no dia do anúncio, na terça-feira (4/7), a Rede de Enfrentamento se manifestou contrária às mudanças, no que em nota chamou de "retrocesso".

Após nova avaliação sobre as mudanças anunciadas para o Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram), feitas junto à equipe interna e depois de analisar posição da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, a Prefeitura de Lajeado decidiu manter a sede própria do serviço, que hoje funciona na Rua Santos Filho, no Edifício Profissional Center, nº 401, sala 207, no Centro, em frente ao Cartório Eleitoral de Lajeado.

A nova decisão, segundo a Prefeitura, foi tomada a partir do entendimento de que é relevante manter o atendimento das mulheres em situação de violência em endereço próprio, onde serão ouvidas, terão seu caso avaliado e serão encaminhadas para os demais serviços necessários, se for o caso.

Ainda no dia do anúncio, na terça-feira (4/7), a Rede de Enfrentamento se manifestou contrária às mudanças, no que em nota chamou de “retrocesso”.

Conforme a vice-prefeita, Gláucia Schumacher, o Executivo revisou a posição inicial e irá manter o serviço no local atual, no qual as mulheres serão recebidas, encaminhadas para o atendimento especializado e para outros setores, se for o caso. “É um espaço discreto, com acesso público, e que permite o anonimato no momento da chegada, que é o mais difícil para estas mulheres”, explicou.

As demais alterações já anunciadas permanecem válidas. O atendimento especializado das mulheres vítimas de violência será ampliado para qualificar o trabalho.

Além disso, para integrar o atendimento destas mulheres com o atendimento de seus filhos, evitando deslocamentos desnecessários, os serviços prestados serão realizados dentro do próprio Cram. Parte do trabalho poderá ser encaminhada, se necessário, ao serviço do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas), que fica na Rua João Abott, nº 484, no Centro.

Ampliação do serviço

Com a ampliação, o Cram passará a contar com um serviço de Psicologia cinco vezes maior, uma vez que o trabalho especializado passará de quatro para 20 horas semanais, qualificando o atendimento das mulheres que buscam o serviço.

A equipe do Cram será formada pela coordenadora geral Leila Rodrigues Ponciano (assistente social), coordenadora técnica Aline Rodrigues Flores (assistente social), psicóloga Andréa Spíndola e um assessor jurídico.

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