Emater indica 2 milhões de hectares atingidos pelas cheias

Ao todo, 456 municípios registraram danos. Cerca de 10 milhões de litros de leite deixaram de ser coletados e mais de 1 milhão de aves foram levadas pela água.

A presidente da Emater/ASCAR, Mara Helena Saafeld, e o diretor técnico da empresa, Claudinei Baldissera, apresentaram na manhã desta quinta-feira (13/6) na Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia, o relatório dos prejuízos sofridos pelos produtores gaúchos, durante as cheias do mês de maio. Cerca de 1,7 mil colaboradores foram a campo quantificar as perdas verificadas na parte do território gaúcho atingida pelas enchentes.

“Foi um período muito difícil. Sequer tínhamos acesso a algumas propriedades. Nossa prioridade era salvar as pessoas. Salvar as propriedades. A própria defesa civil usou nosso trabalho pela capilaridade que temos”, explicou Saafeld.

Mais de 206 mil propriedades tiveram registros de perdas, sendo 19 mil com prejuízos às moradias e estruturas. Em termos territoriais, o dano atingiu mais de dois milhões de hectares e cerca de 6,5 milhões de toneladas de soja deixaram de ser colhidas, cerca de um quarto do total. “Nós precisamos ajudar nosso produtor, porque ele não está sendo atingido pelas políticas públicas. Ele não pega os R$ 6.600 do FGTS. Ele não integra o CAD Único. Perdemos escritórios. Tivemos colegas, pelo menos 30, que perderam tudo. Então, as medidas são emergenciais e urgentes”, desabafou a presidente da Emater/ASCAR.

O chamado Boletim Adverso contempla apenas o período de 30 de abril a 24 de maio, o que faz com que alguns números não sejam definitivos. Os laudos circunstanciados indicam 95 municípios com decretos de calamidade e 235 em estado de emergência. Ao todo, 456 municípios registraram danos. Cerca de 10 milhões de litros de leite deixaram de ser coletados e mais de 1 milhão de aves foram levadas pela água.

Após ouvir o relato, o deputado Luciano Silveira, presidente da Comissão, apelou mais uma vez aos governos Federal e Estadual para que socorram o setor o mais rápido possível. “Não podemos vender a imagem de que tem recursos, enquanto o produtor, que perdeu o galpão, perdeu a vaca de leite, perdeu a casa onde morava, quer buscar o recurso e o recurso não chega e ele não tem a linha de crédito para ele”, alertou o parlamentar.

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