A 8ª edição do TeutoFight terá mais de 40 lutas no dia 10 de outubro, na Associação Pró-Desenvolvimento de Languiru (APDL) e reunirá atletas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
Os portões serão abertos às 13 horas, com o início do GP infantil de Jiu-jitsu previsto para as 14 horas. A partir das 16, começam as lutas adultas, com Boxe, Muay Thai, Jiu-Jitsu e MMA.
O card profissional está programado para iniciar entre 20h30 e 21 horas, com previsão de encerramento entre meia-noite e 1h do domingo.
“O TeutoFight é um evento anual e essa edição é especial. Temos em torno de 40 lutas, o que dá oportunidade para todos mostrarem suas capacidades e habilidades. Será diferente, maior e com muita emoção”, destaca o organizador Dirlei Broenstrup.
Entre os principais combates está a disputa de cinturão entre Ariel Jaeger, atual campeão, e o desafiante Rickson Thome, de Passo Fundo. O confronto antecede a luta principal da noite, que colocará o brasileiro Sebastião Ferreira e o uruguaio Marcos Díaz frente a frente.
Os dois atletas têm longa experiência no esporte. Ferreira acumula mais de 18 lutas profissionais, enquanto Díaz é faixa-preta de Jiu-Jitsu, mantém uma academia em Rivera e vem de uma conquista de cinturão no Uruguai.
“São dois veteranos com muita bagagem. O Marcos é um atleta experiente e o Sebastião também tem uma carreira longa. É uma luta internacional, Brasil contra Uruguai, entre dois atletas de renome”, afirma Dirlei.
Outro destaque será o boxe profissional entre Henrique Klamt e um adversário de aproximadamente 140 quilos – Lucas Kunrath. O card também tem nomes conhecidos no cenário nacional, como Adolpho Pereira, que tem passagem pelo Jungle Fight, Vinícius Rieger, campeão estadual de Muay Thai, além de Thunder e Henrique Siqueira.
Novos atletas
O TeutoFight também aposta em combates amadores como parte do processo de formação dos lutadores. Serão cerca de dez lutas de MMA amador, com atletas de várias cidades.
“Lá é onde a galera pega experiência. Não quer dizer que sejam iniciantes, pois temos atletas com quatro ou cinco lutas e até faixas-pretas que fazem esse teste antes de entrar no profissional”, explica o organizador.
Pedro Petry, do CT Mão de Pedra, é um dos representantes da casa e tem ganhado notoriedade após boas disputas e enfrentamentos. O evento ainda terá quatro lutas femininas, o que reflete o crescimento da participação das mulheres nas artes marciais.
Segundo Dirlei, a academia mantém turmas exclusivas para o público feminino, com procura crescente. “A procura aumenta cada vez mais. Algumas entram pela questão estética, outras pelo estresse ou defesa pessoal”, comenta.
Integração
A competição também promove a aproximação entre academias. Dirlei cita como atletas que já foram adversários e hoje treinam juntos, trocam experiências.
“No mundo da arte marcial não existe inimizade. Eles são adversários dentro do octógono, mas depois geralmente se cumprimentam, se abraçam e trocam ideia. Muitas vezes, até treinam juntos. Essa parte é muito bacana e é o que faz a diferença no nosso esporte”, acrescenta Broenstrup.
A dimensão do evento também deve movimentar a cidade. De acordo com a organização, atletas e equipes de diversas localidades buscam hospedagem para os dias que antecedem o TeutoFight.
A expectativa é de uma grande participação do público em uma programação que une diferentes modalidades e gerações das artes marciais.
Para o organizador, o evento também é uma oportunidade de aproximar a comunidade do esporte. “É uma vez por ano e convidamos a comunidade para prestigiar. É um evento para a família, com bons combates e também espaço para as crianças. Sempre com muito respeito, especialmente com quem acompanha do lado de fora”, completa.

