Os brinquedos voltaram a ganhar espaço entre as preferências dos consumidores para o Dia das Crianças. Pesquisa da CDL Porto Alegre aponta que 41,4% dos gaúchos escolheriam brinquedos para presentear, mesmo se o preço não fosse uma limitação.
O índice representa crescimento de 3,2 pontos percentuais em relação a 2025. Já o celular, que ocupava a segunda posição no ano passado, aparece agora em quarto lugar, com 13,2% (queda de 6,5%).
Levantamento do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP apresenta resultado semelhante. Entre os consumidores que pretendem comprar presentes, 63,1% apontam os brinquedos como opção, à frente de vestuário, citado por 42,1%, e calçados, por 10,9%.
Sócia-proprietária das Lojas Brincasa, Patrícia Luiza Ely confirma o aumento da procura por brinquedos. Segundo ela, o resultado acompanha uma valorização maior do brincar e da convivência entre crianças e famílias. “O brinquedo está novamente em evidência, principalmente na linha de jogos onde a família pode brincar junto”, destaca.
Entre os aspectos que contribuíram para este cenário, ressalta o sucesso do filme Toy Story 5, cuja mensagem alerta sobre os problemas ocasionados pelo excesso de telas. “Mostrou o quanto a brincadeira é importante na vida das crianças, das famílias e das amizades que se formam em torno do brincar”, relata.
O levantamento da CDL também indica que a comemoração deve envolver outras atividades além da compra de presentes. Entre os entrevistados, 59,5% pretendem participar de algum evento especial. Desses, 46,6% planejam passeios, visitas a parques ou outras atividades recreativas.
Ticket médio
A pesquisa do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP mostra que o consumidor gaúcho projeta um gasto maior com o Dia das Crianças em 2026. Conforme o levantamento, 32,6% dos entrevistados pretendem gastar mais ou muito mais do que no ano passado. Outros 45,9% devem manter o mesmo nível de despesas, enquanto 21,4% projetam gastar menos ou muito menos.
O gasto pessoal médio previsto é de R$ 326,06. A estimativa é de 3,05 presentes por consumidor, com valor médio de R$ 114,71 por item. A média chega a R$ 371,15 entre os homens e R$ 304,53 entre as mulheres.

