Secretário de Agricultura de Estrela pede apoio para enfrentar a crise no setor leiteiro

Em encontro do Partido Progressista, ele expôs a situação à senadora Ana Amélia, deputados e ao presidente da Famurs

Em encontro regional do Partido Progressista, realizado na noite desta quinta-feira (17.08), em Forquetinha, o secretário da Agricultura de Estrela, José Adão Braun, entregou a lideranças da sigla pleitos em defesa da cadeia produtiva do leite. Braun solicitou apoio da senadora Ana Amélia Lemos, deputados federais e do presidente da Famurs, Salmo Dias, para que busquem alternativas para estancar a grande importação de leite em pó, que segundo ele está tornando inviável a atividade para os produtores e trazendo prejuízos também para as cooperativas. Lembrou o movimento regional que busca soluções para a crise e sugeriu, às lideranças progressistas, que haja pelo menos uma redução no volume de importações, principalmente do Uruguai.

O secretário sugeriu a suspensão de incentivos tributários concedidos pelo governo do Estado, que facilita as importações; a fixação de uma cota limite de entrada dos produtos uruguaios, ampliação do mercado mexicano para os produtos lácteos brasileiros, considerando ser este um grande importador, e que seja sugerido, ao Ministério da Agricultura, a aquisição de leite em pó das cooperativas gaúchas, aliviando a pressão dos excedentes do mercado. Braun ressaltou, aos parlamentares, a presença expressiva da atividade leiteira na maioria das propriedades do Vale do Taquari e sua importância econômica e social. “Devemos também destacar o alto grau de qualidade da produção, com forte apoio das Administrações Municipais, os investimentos em modernas instalações, equipamentos, material genético, cuidados sanitários, dieta e manejo, adequados e exigidos pelo mercado”, frisou.

Segundo ele, a bacia leiteira do Vale pode ser considerada uma das mais importantes e qualificadas do Estado. A situação atual, de acordo com o secretário, tem causado desequilíbrio na oferta e consumo de leite. Esta instabilidade, e a falta de políticas públicas, fez com que os vales do Taquari e Caí perdessem, somente no ano passado, 15,78% dos produtores de leite. “Este é o dado mais relevante na perspectiva da permanência do homem no campo, na produção agropecuária, no incentivo à qualificação da produção, no êxodo e nas perspectivas de sucessão familiar”, enfatizou. Para ele, é urgente a adoção de medidas práticas por parte dos governos estadual e federal, capazes de contornar a grave situação, “sob pena de assistirmos o total esfacelamento de um dos mais importantes segmentos da atividade primária do RS, com repercussão catastrófica sob o aspecto econômico e social para milhares de produtores”.

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