Produção mundial de arroz deverá cair cerca de 3% em 2018, aponta CNA

A produção mundial de arroz deverá cair 3% neste ano. Essa é a estimativa feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que entende que pode haver um reflexo da diminuição de áreas de plantio dos principais países produtores do mundo.

“Principalmente os países asiáticos, como a Índia, Bangladesh e Filipinas, que fazem parte dos cinco maiores produtores de arroz, que reduziram um pouquinho a área de plantio, assim como o Brasil também, que ficou com uma redução em torno de 2%”, explica o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas, da CNA, Alan Malinski.

O especialista explica que as condições climáticas também não estão tão ideias quanto as da safra passada. “Isso vai contribuir também com que a produtividade reduza um pouco, fazendo com que a produção tenha uma redução em torno de aproximadamente de 3 a 4%.”

Segundo Alan Malinski, aqui no Brasil, a estimativa da CNA é de uma leve queda de área, por conta de menores investimentos feitos pelos produtores e pelas incertezas climáticas. “O plantio foi muito irregular; o pessoal acabou perdendo um pouco a janela de plantio devido ao excesso de chuva durante o plantio e também porque o produtor estava descapitalizado”, explicou Alan. “E na safra passada, por mais que nós tivemos uma excelente produção, durante o período de colheita e pós colheita também, o preço caiu consideravelmente e muitos produtores tiveram que comercializar seu arroz abaixo dos preços mínimos. Isto também contribuiu para que o produtor ficasse mais descapitalizado ainda”.

Todos esses fatores, segundo o especialista, podem influenciar o produtor a reduzir a área de plantio e também a reduzir a tecnologia implantada no campo.

Além disso, os custos da produção no país deverão subir 5 a 7%, puxados principalmente pela energia elétrica, mão de obra e combustível. Já o preço da saca de 50 quilos deve se manter próximos a R$40. Mesmo levando-se em consideração todos esses elementos, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina – responsáveis por 80% da produção do país – a área plantada deve ser mantida.

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