Pesquisa sobre inundações em Lajeado é premiado no Fiema

Diplomada Sofia Royer Moraes realizou a pesquisa para seu trabalho de conclusão de curso em Engenharia Ambiental

O artigo “Mapeamento das áreas urbanas suscetíveis às inundações do Rio Taquari em Lajeado-RS” foi premiado como melhor trabalho da Área 4: Recursos hídricos e águas residuárias no 6º Congresso Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente (FIEMA). O trabalho é resultado do trabalho de conclusão de curso de Sofia Moraes, diplomada pelo curso de Engenharia Ambiental da Univates – agora oferecido como Engenharia Ambiental e Sanitária, sob orientação do professor Rafael Rodrigo Eckhardt

Na pesquisa, Sofia realizou o mapeamento e a análise das áreas urbanas e das edificações suscetíveis às inundações do Rio Taquari na cidade de Lajeado/RS. Para isso, foram utilizados os registros das enchentes e das inundações ocorridas em Lajeado, no período de 1980 até 2015. De acordo com Sofia, foi possível validar as informações com a inundação ocorrida em 10 de outubro de 2015, que alcançou o nível de 23,81 m, sendo 10,81 m acima do nível de referência.

“Foram mapeadas as áreas atingidas pelas inundações do nível de 19 m até o nível de 30 m. No nível topográfico de 19 m, a área total abrangida pela inundação foi de 25,98 ha, variando para 112,15 ha no nível máximo estudado, 30 m, o que representa 11,50% da área total do município”, explicou ela. Conforme o estudo, o número de edificações atingidas pode chegar a 1.039 unidades quando o Rio Taquari atinge 30 m, porém com uma inundação de magnitude pequena em que o rio chega a 21 m já são afetadas 98 edificações. Confira mais dados no infográfico.

O artigo foi realizado com a colaboração dos pesquisadores Guilherme Garcia de Oliveira e Cláudio Wilson Mendes Júnior, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Contato com a pesquisa na graduação

Sofia teve seu primeiro contato com a pesquisa científica na graduação, como Bolsista de Iniciação Científica. “Trabalhei com diferentes projetos, dentro da temática ambiental. Todos foram desafiadores, com grandes perguntas. Com toda certeza, isso foi muito cativante durante a graduação, em termos de querer mais e consequentemente, ter mais perguntas, desafios e respostas”, analisa ela.

Em relação ao curso escolhido, Sofia diz que a Engenharia Ambiental a permitiu desenvolver um olhar integrado sobre os impactos socioeconômicos e ambientais, positivos e negativos, decorrentes das ações antrópicas. “Dentre elas, da ocupação irregular de áreas suscetíveis a desastres naturais. A aplicação de conhecimentos relacionados à climatologia, hidrologia, geoprocessamento, estatística, dentre outros que, aplicados a relevante problemática das inundações, resultou no desenvolvimento integral da pesquisa que resultou no artigo publicado”, afirmou a diplomada, acrescentando que o que ela mais gosta na pesquisa é a possibilidade de estudar e desenvolver algo útil para a sociedade.

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