Setembro Amarelo: roda de conversa debate prevenção e combate ao suicídio, em Teutônia

Ação foi direcionada a alunos dos Ensinos Fundamental e Médio da rede escolar de Teutônia

O Rio Grande do Sul é líder no ranking de estados com o maior número de casos de suicídio no Brasil, com destaque para a região dos Vales do Taquari e Rio Pardo. O número preocupante e que cresce cada ano no país fez com que o Centro de Atendimento em Saúde Mental (Casa Mental), do Bairro Canabarro, em Teutônia, realizasse, na tarde e noite de quarta-feira (25/09), um roda de conversa sobre suicídio, tendo como local o ginásio da Comunidade Católica do Bairro Canabarro.

No início, foram entregues aos alunos dos Ensinos Fundamantal e Médio das escolas estaduais e municipais de Teutônia folders informativos de prevenção do suicídio e de como ajudar as pessoas que estão em crise suicida. A abertura do evento foi realizada pela equipe do Casa Mental.

Em seguida, Monique Schimit contou um pouco sobre sua vida, desde a infância até quando tentou suicídio, em 2014. Hoje, Monique entende a necessidade de procurar ajuda quando algo não vai bem em sua vida, e tenta, através de palestras e conversas com as pessoas, explicar isso a elas.

Para ela, falar sobre o assunto é de extrema importância. “Se na época de escola e na minha vida adulta tivessem sido oferecidos espaços como estes para eu conversar com pessoas que tentaram suicídio ou até mesmo com profissionais da psicologia e psiquiatria, talvez, hoje, eu não teria consequências dessa minha tentativa. É de extrema importância que sejam oportunizados momentos como estes para a comunidade. A prevenção é um dever de todos nós”, expôs.

A roda de conversa fez parte da programação do Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio. O médico e coordenador do Casa Mental, Enrico Neiss, explica que a campanha do Setembro Amarelo tem como objetivo ressaltar a importância de falar sobre a problemática, tendo em vista que, por dia, 32 brasileiros morrem vítimas do suicídio. “É por ter tantos casos no Brasil e no mundo que é necessário informar e educar durante todo o ano sobre a prevenção deste”, salientou.

Para a assistente social do Casa Mental, Marta Ferronatto Delatorre, é importante que seja amplamente divulgado e discutido sobre suicídio com a população. “Devemos cada vez mais alertar e conscientizar a comunidade acerca desse problema, e ainda, nos atentar aos sinais transmitidos pelas pessoas. Oferecer ajuda e demonstrar empatia não custa nada”, enalteceu.

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