Estudo que mostra cheias de setembro e novembro como as maiores em 150 anos em Lajeado é apresentado à Prefeitura

Um estudo técnico realizado por pesquisadores da Universidade do Vale do Taquari (Univates), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) revisou e consolidou dados de cheias históricas no município. Para a Prefeitura de Lajeado e outras autoridades, foi feita uma apresentação especial da pesquisa na tarde de quarta-feira, 24/04, no Laboratório de Inovação Governamental e Social de Lajeado (Labilá). Os dados indicam que as cheias no rio Taquari em Lajeado ocorridas em setembro e novembro de 2023 foram as maiores em, pelo menos, dos últimos 150 anos.

O estudo foi realizado pelos professores da Univates, Sofia Royer Moraes e Rafael Rodrigo Eckhardt, pelo professor Walter Collischonn (UFRGS) e Franco Turco Buffon (SGB/CPRM). Na apresentação, estavam presentes Sofia e Valter. Participaram do encontro o prefeito Marcelo Caumo, a vice-prefeita Gláucia Schumacher, secretários municipais de Lajeado, o promotor do Ministério Público, Sérgio Diefenbach, o vice-presidente da Presidente da Bacia Hidrográfica Taquari/Antas, Júlio Salecker, representantes de entidades e membros da sociedade civil.

Os pesquisadores combinaram análises e registros de diferentes fontes de dados entre 1939 e 2023. O estudo utilizou os valores ajustados das altitudes ortométricas (distância entre um ponto na superfície terrestre e o geóide) do zero das réguas e as cotas arbitrárias medidas das réguas linimétricas (físicas para medir o rio) e, a partir disso, foi gerada uma série de níveis máximos anuais de 1939 a 2023, tanto em termos da altitude ortométrica do nível da água máximo em cada ano, como em termos da cota equivalente na régua do posto fluviométrico que está em operação, atualmente, no rio Taquari em Lajeado. Também foram usados dados não sistemáticos, como marcações das cheias em locais físicos, a exemplo das marcas históricas feitas em um pilar do Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat).

O estudo concluiu, a partir dos ajustes e das comparações, que a cheia de setembro de 2023 superou a cheia de maio de 1941, com uma diferença de 51 cm, e a de novembro de 2023 superou em 7 cm a cheia de maio de 1941.

Para acessar a íntegra do estudo, clique aqui.

As cinco maiores cheias em Lajeado, de acordo com o estudo:

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