Languiru retoma exportações para a China

Cooperativa enviou na terça-feira (17/2) o primeiro container ao país asiático após o fim do embargo à produção gaúcha

A Languiru anunciou a retomada das exportações para a China. A cooperativa embarcou na terça-feira (17/2) o primeiro container ao país asiático após um ano e meio de embargo à produção gaúcha. As restrições foram impostas devido a um surto da Doença de Newcastle registrado no estado em julho de 2024.

Ao todo, a Languiru enviou 25 toneladas de pés de frango para a China. Em nota, a cooperativa afirma que a retomada é resultado de muito trabalho, dedicação e cooperação. “Atravessa fronteiras e leva a nossa essência ainda mais longe”, diz a nota.

O embargo às aves produzidas no Estado havia sido imposto após a detecção da doença em uma granja comercial no município de Anta Gorda (RS). Na época, o estado ficou em emergência zoosanitária por cerca de três semanas.

Em maio do ano passado, o estado registrou um caso de gripe aviária em uma granja no município de Montenegro. Um mês depois, o país foi confirmado livre da gripe aviária, após 28 dias sem registros. Em novembro de 2025, a China liberou as importações de frango dos demais estados brasileiros, mas manteve a proibição para o Rio Grande do Sul.

Fim do embargo

O fim das restrições foi comunicada pelas autoridades chinesas no dia 16 de janeiro e confirmadas no dia 20 de janeiro pelo Ministério da Agricultura brasileiro e por entidades do setor. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a reabertura é resultado de um trabalho incansável de articulação técnica e diplomática.

Conforme a ABPA, o processo envolveu diálogo permanente com as autoridades chinesas, envio de informações detalhadas, comprovação das ações de controle e erradicação, e alinhamento aos protocolos internacionais de saúde animal. A associação afirma que a China é um dos principais destinos da carne de frango do Brasil, com papel estratégico para o equilíbrio do comércio internacional do setor.

“A retomada do fluxo específico do Rio Grande do Sul reforça a confiança das autoridades chinesas no rigor técnico, na transparência e na capacidade de resposta do Brasil diante de eventos sanitários”, diz a entidade em comunicado oficial. Para a ABPA, com a reabertura, é concluído mais um passo relevante no processo de normalização plena dos fluxos comerciais, reforçando a posição do Brasil como fornecedor confiável e previsível de proteína animal no mercado global.

Impacto econômico

A ausência do mercado chinês afetou diretamente o desempenho das exportações gaúchas. Em 2024, o bloqueio contribuiu para a queda de cerca de 1% nas exportações de carne de frango do estado. Até antes do embargo, a China respondia por quase 6% dos embarques de frango do Rio Grande do Sul, com a restrição sendo parcialmente compensada pela venda a outros países.

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