Palestra na reunião-almoço da Cacis aborda controle mental e performance

Ronan Mairesse destacou impacto das emoções no comportamento e suas consequências para os resultados de profissionais e empresas

A Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis) promoveu nessa sexta-feira (24/4) mais uma edição da tradicional reunião-almoço. O encontro teve como destaque o especialista em alta performance Ronan Mairesse. Ele abordou o papel das emoções na tomada de decisão e nos resultados das empresas na palestra “Mente de Campeão – Domine sua mente e transforme sua vida”.

A explanação sustenta que o comportamento emocional está no centro das escolhas feitas no ambiente empresarial. Segundo ele, o conceito não está relacionado ao que acontece na vida das pessoas, mas sim, em como elas reagem a elas.

Mairesse afirma que o cérebro humano tende a evitar situações de risco ou desconforto, mas é justamente no enfrentamento dessas condições que ocorre o desenvolvimento. “Quando você supera uma dificuldade, ela deixa de ser uma barreira e passa a ser referência para decisões futuras”, explicou.

A relação entre emoção e ação foi apontada como determinante para o desempenho. De acordo com Mairesse, a tomada de decisão não é um processo exclusivamente racional, por ser direcionado conforme as emoções. Nesse contexto, o controle emocional passa a ser uma competência estratégica, especialmente em ambientes de pressão, nos quais a velocidade das escolhas impacta diretamente os resultados.

O palestrante também alerta sobre a associação equivocada entre desempenho e excesso de trabalho. Para ele, alta performance não é trabalhar 14 horas por dia, e sim, fazer o que precisa ser feito com o recurso que se possui, sem desgaste desnecessário. “O cérebro não avisa quando você está no limite. Ele simplesmente adoece”, afirmou.

O especialista ainda alertou para o impacto da tecnologia no comportamento. Conforme Mairesse, o uso constante de ferramentas digitais tem alterado a forma como o cérebro processa informações. “A tecnologia precisa nos auxiliar, não nos substituir. Quando a gente transfere controle demais, o cérebro deixa de desenvolver certas funções”, disse.

Por fim, o palestrante reforçou o autoconhecimento como base para decisões mais consistentes. Segundo ele, compreender padrões de comportamento e reação é essencial para conduzir equipes e enfrentar desafios. “O líder precisa parar e entender como funciona. Mudança de comportamento é processo”, pontuou.

A partir desse entendimento, ele alega que a gestão emocional passa a ser aplicada não apenas no nível individual, mas também na condução de pessoas e estratégias.

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