CT Mão de Pedra no ringue com duas lutas marcadas para este sábado

Vinícius Rieger tem a chance de ser campeão estadual de Muay Thai; Henrique Klamt encara o boxe da X-Fest.

O CT Mão de Pedra volta a colocar dois de seus nomes no centro das atenções neste sábado (16/5). Em ritmos diferentes de preparação, Vinícius Rieger e Henrique Klamt entram no circuito das lutas, com a rotina intensa de treinos da academia comandada por Dirlei Broenstrup “Mão de Pedra” na bagagem e a expectativa de mais uma rodada de bons resultados para o grupo.

Vinícius sobe ao ringue em busca do cinturão estadual de Muay Thai. A disputa carrega peso simbólico, pois, além da chance de título, uma vitória pode abrir caminho para oportunidades e ampliar o nome do atleta no cenário. “É muito importante ganhar esse campeonato. É um cinturão aberto na categoria”, resume Dirlei.

O técnico vê um perfil raro de comprometimento no jovem. Ele destaca que a rotina do lutador não é feita apenas de vontade, mas de repetição e muita disciplina. Esse trabalho é justamente o que permite transformar talento em resultado. A lógica dentro da academia é de que, sem constância, não há evolução. E, no caso de Rieger, ela virou marca.

Do campo ao ringue

O lutador sabe o tamanho do desafio pela frente. A preparação tem sido puxada, especialmente pela etapa mais incômoda do processo: o corte de peso.

“A perda de peso é a parte mais difícil. Depois, quando sobe no octógono, é tranquilo”, afirma. Mesmo assim, o atleta garante estar pronto para o compromisso e confia na base construída ao longo dos treinos.

A trajetória de Vinícius na modalidade começou quase por acaso, mas ganhou sentido com o passar do tempo. Ele conta que tudo surgiu a partir de um convite feito por um parente de Dirlei, e, a partir daquela primeira ida à academia, a história tomou forma.

Antes da luta, havia o futebol, o sonho comum de infância e a frustração de uma lesão que o tirou dos campos. A alternativa apareceu nos tatames e no ringue. De lá para cá, são 4 anos de dedicação.

Fora dos treinos, a luta também passou a moldar sua vida. No início, a família teve resistência, especialmente pela sequência de machucados e pela rotina exigente.

Com o tempo, a relação mudou. A mãe, que antes via o esporte com preocupação, passou a incentivar. Vinícius conta que ela hoje o apoia e celebra cada passo. “Chega até a me cobrar quando fujo da dieta ou cometo algum errinho”, cita.

Revanche como combustível

A luta também carrega uma camada extra de motivação. O adversário será Matheus Bordin, o mesmo nome com quem Vinícius já havia feito uma final apertada há 2 anos, em disputa que terminou no round extra.

Na ocasião, a luta foi equilibrada do início ao fim e deixou a sensação de conta aberta.

Agora, o atleta acredita chegar em outro momento da carreira. Mais experiente, preparado e acostumado à pressão dos eventos, ele encara a oportunidade como uma chance de mostrar sua evolução.

“Agora é meu. Não dá pra deixar escapar, é uma chance de ouro e vou aproveitar com toda certeza”, resume.

Broenstrup vê uma das principais diferenças do atleta atual para aquele que começou na modalidade nessa maturidade. Conforme o também lutador, a experiência em competições o ajuda a controlar a ansiedade e entender melhor o ambiente das lutas. “Quanto mais luta, mais tranquilo tu fica”, observa.

Convocação inesperada

Ainda do CT, Henrique Klamt também se prepara para entrar em ação, desta vez no X-Fest, em Novo Hamburgo, com luta de boxe. O combate foi confirmado em cima da hora, mas o encaixe não surpreende quem acompanha a rotina do CT.

Klamt comenta que recebeu a proposta de forma inusitada, tarde da noite, quando mexia no celular durante uma insônia. A mensagem enviada por Dirlei já indicava que vinha alguma novidade. Pouco depois, a luta estava acertada.

A preparação foi curta, mas isso não preocupa o atleta. Segundo ele, o ritmo intenso de treinos no CT deixa os competidores sempre em condição de aceitar desafios de última hora.

“A cada semana é exigido um pouco mais. Justamente para não passarmos por muitos ajustes caso surja alguma luta ou oportunidade”, relata.

Além do trabalho técnico dentro da academia, Henrique mantém rotina física voltada especificamente para esportes de trocação. Segundo ele, o fortalecimento muscular ajuda, tanto na performance quanto na prevenção de lesões.

Nervosismo e confiança

Se Vinícius enfrenta o desgaste do corte de peso, Henrique vive realidade oposta. Como atleta peso-pesado, a preocupação nos dias anteriores à luta é garantir energia suficiente para suportar o ritmo do combate.

“Subir 5 quilos a mais para o dia da luta não fará mal algum”, brinca.

Mesmo acostumado a competir, ele admite que o nervosismo ainda é um dos maiores adversários. “O corpo entra em estado de alerta máximo, isso ajuda, mas também atrapalha muito no mental”, explica.

Segundo o atleta, os dias que antecedem a luta costumam ser marcados por adrenalina elevada e desgaste emocional.

Ainda assim, Klamt acredita que a situação muda completamente depois dos primeiros golpes. “Quando tomo os primeiros socos, recupero os sentidos e começo a aplicar o que sei”, afirma.

O atleta também prevê um confronto duro em Novo Hamburgo. Para ele, a característica da categoria peso-pesado possibilita que qualquer golpe defina o combate rapidamente.

“Uma mão que entra pode resultar em nocaute. Isso faz com que tudo seja mais bonito e perigoso”, destaca.

Novos talentos

Dirlei acompanha de perto esse processo de evolução dos atletas. Para ele, o crescimento do CT vai além das vitórias e dos cinturões. A academia tem ampliado o número de praticantes, com crianças, mulheres e novos competidores.

Depois de um período em viagens de aprendizado pela Europa e América do Norte, Dirlei também retorna com novas ideias para o trabalho da equipe. O foco agora é implementar técnicas e estratégias observadas em treinamentos internacionais, especialmente voltadas ao MMA.

Enquanto isso, o CT acumula experiências e forma atletas que conciliam trabalho, rotina pesada e dedicação ao esporte. Neste fim de semana, Vinícius Rieger e Henrique Klamt representam mais um capítulo dessa caminhada, construída diariamente dentro da academia.

Assista à entrevista:

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