Ana Claudia enfrenta câncer e pede ajuda para continuar tratamento

Aos 38 anos, Ana Claudia da Costa, natural de Erval Seco e moradora de Teutônia há 19 anos, enfrenta uma batalha contra o câncer que mudou completamente sua rotina. O diagnóstico veio no dia 24 de abril de 2026 e, desde então, uma sequência de exames revelou que a doença havia atingido diferentes partes do corpo.

Inicialmente, Ana Claudia descobriu um câncer no ovário direito e três nódulos no fígado. No dia seguinte, os médicos solicitaram novos exames e a encaminharam para Lajeado, onde passou por tomografias e uma ressonância. Os resultados mostraram que a doença também estava no fígado, pulmões, rins e ossos, além de 15 lesões na cabeça. “No final de abril fui diagnosticada com câncer. Comecei a fazer exames e cada exame era uma nova descoberta de câncer em partes diferentes”, relata.

Segundo Ana Claudia, os médicos identificaram os pulmões como o foco principal da doença, que acabou se espalhando para outros órgãos.

Uma rotina entre hospital e casa

Desde o diagnóstico, a rotina da família mudou completamente. O marido de Ana Claudia precisou parar de trabalhar para acompanhá-la, já que ela não podia permanecer sozinha. Durante o período de tratamento, ela precisou viajar diariamente para Lajeado, além de passar dez dias internada.

Ana Claudia também realizou dez sessões de radioterapia para combater as lesões na cabeça. O tratamento provocou a queda total dos cabelos. Agora, ela voltou a realizar uma série de exames para iniciar o tratamento das demais áreas atingidas pela doença. “Fiz 10 sessões de radioterapia, onde caiu meu cabelo todo, para poder combater as lesões na cabeça. Agora comecei a fazer todos os exames de novo para começar a me tratar do restante dos cânceres nos pulmões, fígado, rins e ossos”, conta.

A dor também faz parte da rotina. Ana Claudia afirma que utiliza morfina a cada quatro horas, além de outros medicamentos, mas nem sempre consegue controlar os sintomas em casa. “Minha vida agora é hospital e casa. Quando tenho muita dor, vou para o hospital tomar soro para a dor, que ainda ajuda um pouco. Tomo morfina de quatro em quatro horas e mais outros quatro remédios para a dor”, afirma.

Mesmo com a medicação, ela precisa retornar ao hospital com frequência. “Duas vezes na semana sou obrigada a ir tomar soro para a dor, para ajudar a dor a passar”, relata.

Busca por qualidade de vida

Diante da extensão da doença, Ana Claudia explica que os médicos informaram que não há possibilidade de cura. Neste momento, o objetivo é realizar os tratamentos disponíveis para tentar controlar a doença e proporcionar mais qualidade de vida.

“Meu câncer não tem cura, só tentar ter uma qualidade de vida um pouco melhor com o tratamento”, afirma.

Para conseguir enfrentar essa etapa, a família criou uma vaquinha para arrecadar recursos que possam ajudar com as despesas decorrentes do tratamento e da rotina de cuidados.

Quem puder contribuir pode fazer uma doação de qualquer valor. Para quem não tiver condições de doar, outra forma importante de ajudar é compartilhar a vaquinha, ampliando o alcance da campanha e fazendo com que a história de Ana Claudia chegue a mais pessoas.

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