Quase 1 mês após a emissão da Licença de Instalação que autorizou o início das obras, o Condomínio Aeronáutico dos Imigrantes avança em Cruzeiro do Sul com os trabalhos de terraplenagem. O condomínio é um dos maiores investimentos privados em infraestrutura logística do Vale do Taquari.
De acordo com a Construtora Diamond, responsável pelo empreendimento, a obra segue dentro do cronograma, que prevê a conclusão da pista em aproximadamente 1 ano e da estrutura completa do condomínio em até 2 anos.
A autorização para o início das obras foi entregue à Diamond no dia 8 de maio, durante o Gramado Summit. Poucos dias depois, as máquinas começaram a operar na área de 40 hectares, localizada às margens da RSC-453, em Picada Aurora.
Diretor da Diamond, Gustavo Schmidt afirma que a obra está em ritmo acelerado. “Hoje temos três empresas trabalhando na terraplenagem, com um número significativo de equipamentos no local. O trabalho evolui bem e dentro do planejamento”, comenta. De acordo com Schmidt, a expectativa permanece alinhada ao cronograma apresentado quando o empreendimento recebeu a licença ambiental.
O empreendimento foi anunciado no início de 2026 e tem como proposta transformar Cruzeiro do Sul em um polo voltado à aviação executiva. A estrutura prevê uma pista pavimentada e balizada, preparada para operações diurnas e noturnas, além de hangares, centro de manutenção aeronáutica, escola de formação de pilotos, serviços de táxi aéreo e áreas destinadas a atividades complementares.
Também diretor da Diamond, Sidnei Schmidt afirma que o projeto representa um investimento estratégico para o futuro da região e foi concebido para acompanhar novas demandas que possam surgir ao longo dos próximos anos. “Isso é muito importante para que o Vale do Taquari tenha mais qualidade de vida”, cita.
Segundo ele, a estrutura será popularmente conhecida como o Aeroporto dos Imigrantes do Vale do Taquari. “Não vai ser apenas uma pista para pousos e decolagens de aeronaves e helicópteros. Teremos uma pista balizada, com operação noturna e funcionamento 24h”, destaca Sidnei.
Possíveis ampliações
De acordo com Sidnei, a proposta do aeródromo vai além da construção da infraestrutura inicial. Diante da perspectiva de crescimento do empreendimento, ele ressalta a necessidade de estar preparado para ajustes e adaptações que serão exigidos pelo mercado. “Hoje estamos instalando o equipamento, mas daqui a 2 anos poderá surgir uma nova necessidade para ser incorporada ao empreendimento. Ele precisa ter condições para evoluir”, ressalta o diretor.
Sidnei acredita que o condomínio aeronáutico terá impacto direto no desenvolvimento econômico regional e na evolução dos negócios do Vale do Taquari: “Mudaremos a régua da região e engrandeceremos nossas atividades.”
Além de atender a aviação executiva, os idealizadores destacam que a estrutura poderá servir como apoio para operações de hospitais, da Defesa Civil e de órgãos de segurança em situações de emergência. A experiência vivida durante a enchente de 2024 é frequentemente citada como exemplo da importância de alternativas de acesso aéreo para a região.

