Governo Federal anuncia 800 moradias e amplia reconstrução em Estrela

Ministro das Cidades autorizou o início das obras e visitou as 100 unidades do Residencial Renascer, que estão em fase final de construção.

A reconstrução de Estrela após as enchentes deu mais um passo nesta segunda-feira (15). Em agenda no município, o Governo Federal assinou a ordem de serviço para construção de 800 novas moradias pelo programa Minha Casa Minha Vida Calamidades e acompanhou o andamento das 100 unidades habitacionais do Residencial Renascer, no Bairro Nova Morada, que já estão em fase final de execução.

Residencial Renascer terá escolas, posto de saúde e assistência social. Crédito: Anderson Lopes

As obras integram o conjunto de ações voltadas às famílias que perderam suas casas nos eventos climáticos de 2023 e 2024 e devem consolidar um novo núcleo urbano com infraestrutura pública integrada. A empresa Telesil é responsável pelas edificações.

Durante a visita, o ministro das Cidades, Antônio Valdir Moura Lima, afirmou que o investimento representa mais do que a entrega de moradias.

“Estamos trabalhando para reconstruir as cidades e garantir moradia digna para quem mais precisa. Aqui não estamos falando apenas de casas, mas também de escolas, unidades de saúde e equipamentos públicos para atender essas famílias”, afirmou.

Segundo o ministro, as 100 moradias do Residencial Renascer representam investimento de aproximadamente R$ 19 milhões, enquanto as novas 800 unidades devem receber cerca de R$ 160 milhões em recursos federais.

Ministro das Cidades, Antônio Valdir Moura Lima, afirmou que o investimento representa atendimento completo aos atingidos.

Novo bairro terá escolas, saúde e assistência social

A prefeita de Estrela, Carine Schwingel, destacou que o projeto busca criar uma estrutura completa para receber as famílias reassentadas.

“Estamos falando de um conjunto de investimentos que se aproxima de R$ 500 milhões no município. Aqui no Nova Morada teremos duas escolas, CRAS, posto de saúde e outros serviços que vão melhorar a qualidade de vida das pessoas.”

Carine também reconheceu que a população esperava entregas em menor prazo, mas ressaltou que os processos exigem etapas técnicas e legais.

“Todos gostariam que as obras já estivessem concluídas, mas existe uma série de exigências burocráticas e de fiscalização que precisam ser cumpridas. O importante é que os recursos chegaram e as obras estão acontecendo.”

A prefeita acrescentou que o município segue aguardando novos anúncios ligados à reconstrução regional, entre eles a futura ponte da Tangará e obras complementares de pavimentação.

Governo estima cerca de 1,5 mil famílias atendidas em Estrela

Ex-ministro da Reconstrução e atual deputado federal, Paulo Pimenta afirmou que Estrela está entre os municípios mais contemplados pelas ações federais no pós-enchente.

Segundo ele, além das moradias anunciadas nesta segunda-feira, o município já recebeu unidades por meio do programa Compra Assistida.

“Quando concluirmos essas entregas, estaremos chegando a aproximadamente 1,5 mil famílias atendidas em Estrela. Não são apenas números. São pessoas que perderam suas histórias e que agora terão segurança e dignidade novamente.”

Pimenta também mencionou que o Governo Federal já destinou mais de R$ 100 bilhões ao Rio Grande do Sul em diferentes frentes de reconstrução, incluindo habitação, infraestrutura e recuperação viária.

“Contêiner não é lugar para criar filhos”, dizem moradoras

Entre autoridades e equipes técnicas, quem acompanhou o anúncio também levou relatos sobre a espera pela reconstrução.

Integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Romilda de Azevedo da Silva afirmou que a necessidade por moradia continua urgente.

“Muitas famílias ainda vivem em contêineres e isso não é digno para quem tem filhos.”

A expectativa também apareceu no relato de Daani Nunes Júrias Gonçalves, que perdeu a casa na enchente e segue morando em estrutura temporária.

“Contêiner não é lugar para criança. Elas precisam brincar e ter espaço. Agora parece que estamos mais perto.”

Moradora atingida pelas enchentes, Santa Terezinha Pedroso Castro também falou sobre as dificuldades do dia a dia.

“Quando faz calor é muito quente, quando faz frio é muito frio. É pequeno para idosos e para famílias. Mas acredito que vamos conseguir chegar lá.”

Após a agenda em Estrela, a comitiva federal seguiu para compromissos em Lajeado e encerra o roteiro desta segunda-feira na Região Metropolitana.

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