O Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25/6), a Operação Reciclagem, que investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações e contratos públicos relacionados à coleta e destinação de resíduos sólidos em 15 municípios gaúchos.
A investigação é conduzida pelo promotor de Justiça Mauro Rockenbach e aponta que o grupo utilizava empresas interligadas para simular concorrência em processos licitatórios e garantir contratos com prefeituras. Além disso, os investigados são suspeitos de fraudar a execução dos serviços para aumentar indevidamente os valores recebidos, causando prejuízos aos cofres públicos.
Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em residências e empresas localizadas nos municípios de Torres, Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha, Rosário do Sul, Vacaria, Taquara, Arroio do Sal e Bom Jesus.
A apuração envolve contratos firmados com as prefeituras de Rosário do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Torres, Rolante, Terra de Areia, Bom Jesus, Nova Santa Rita, Caraá, São Leopoldo, Três Forquilhas, Bom Princípio, Novo Hamburgo, Silveira Martins, Nova Hartz e Xangri-Lá.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, fraude em licitações, fraude em contratos administrativos, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares, como a proibição de participação em licitações e de contratação com o poder público, além de restrições de deslocamento.
O Ministério Público informou que ainda apura os valores envolvidos no esquema.

