O Juventude de Linha Berlim (Westfália) inicia uma nova etapa na disputa da Série A do Campeonato Regional Certel Sicredi 2026 da Associação de Ligas do Vale do Taquari (Aslivata).
Após chegar à direção técnica da equipe, Júlio Abel Danzer assume o desafio de comandar um dos clubes mais tradicionais da competição com a aposta em um projeto que une renovação, responsabilidade e valorização da identidade.
A chegada do treinador não representa, segundo ele, uma ruptura com o trabalho realizado nas temporadas passadas. Pelo contrário. Danzer destaca que encontrou um clube organizado, com pessoas comprometidas e uma cultura esportiva consolidada.
“Não estou na Linha Berlim por um acaso. Existe um trabalho muito forte que é feito lá. Não chego para substituir ninguém, mas para agregar”, afirma.
A postura ficou evidente logo nos primeiros dias após aceitar o convite da direção. Antes mesmo de iniciar o planejamento do elenco, uma das primeiras conversas foi com Valdair Kliks, referência recente do futebol do Juventude.
Danzer conta que fez questão de procurá-lo pessoalmente para comunicar a decisão e pedir apoio na nova caminhada. “O Valdair faz parte dessa história. Tenho certeza de que vai estar do lado do campo para ajudar. A decisão final passa por mim, mas ouvir pessoas experientes só fortalece o trabalho”, destaca.
Sem “leilão”
A montagem do elenco também segue uma filosofia diferente daquela que, conforme Danzer, tem marcado algumas negociações no futebol amador regional. Para o treinador, investir além da capacidade financeira pode comprometer não apenas o orçamento, mas também o ambiente interno do grupo.
Ele cita como exemplo as situações em que determinados atletas recebem valores muito acima dos demais integrantes do elenco. “Não adianta fazer uma proposta que depois o clube não consegue cumprir. Futebol é grupo. Às vezes, você paga muito para um jogador e cria uma diferença muito grande dentro do vestiário”, analisa.
Na avaliação do treinador, qualidade técnica é importante, mas não suficiente para garantir resultados. “Não adianta ter uma estrela se ela joga sozinha. Futebol coletivo sempre pesa mais”, comenta Júlio. Por isso, a comissão buscou atletas com características competitivas e perfil compatível com o projeto do Juventude.
Danzer explica que acompanhou partidas em diferentes regiões antes de definir alguns nomes e acredita que o grupo reúne condições de fazer uma boa campanha. “Fomos assistir jogos, conversar com atletas e procurar jogadores que tenham esse espírito de competição. Se vai dar certo, o futebol vai responder lá na frente, mas o grupo foi pensado dentro dessa ideia”, destaca.
Base de casa
Apesar das mudanças no elenco, o Juventude manterá atletas identificados com a comunidade. Para o técnico, essa ligação entre jogadores e torcedores será um diferencial durante a competição.
Nomes como Roger Werkhausen, Maiquel Kalkmann e Fausto Reichert representam essa identidade e terão papel importante dentro do grupo. “Muitos disseram que trouxemos jogadores de vários lugares. É verdade. Mas também temos jogadores da casa que vão comprar essa ideia junto com a comunidade”, enfatiza.
Outro ponto é a permanência de Leonardo Kliks no comando da equipe Aspirante. Danzer elogia o trabalho desenvolvido e acredita que a continuidade fortalece toda a estrutura do clube.
“O Léo faz um trabalho excelente. Os resultados mostram isso. Os Aspirantes gostam de estar com ele e isso ajuda muito na formação do ambiente e de novos atletas”, pontua.
A força da comunidade
Se dentro de campo o Juventude aposta em um grupo competitivo, fora dele a expectativa é repetir um dos principais diferenciais históricos do clube: a presença da torcida.
Danzer conta que, desde o anúncio de sua chegada, recebeu diversas manifestações de apoio da comunidade de Linha Berlim, fator que considera determinante para o sucesso da temporada.
“O Roger comentava o quanto a comunidade estava feliz com a minha chegada. Agora precisamos transformar esse apoio em força dentro de campo”, ressalta.
O treinador aproveita para convocar os torcedores para o primeiro compromisso em casa, marcado para o dia 2 de agosto, diante do Imigrante. “Sempre digo que o 12º jogador é a torcida. O Juventude sempre foi muito forte nisso. Espero ver a praça cheia desde a estreia”, engaja.
Na sequência, o Ju volta a atuar em casa contra o Cruzeiro, antes da folga na 3ª rodada. A equipe retorna contra o 11 Amigos, em Poço das Antas. Depois, joga com o Canabarrense, em Teutônia, recebe o Serrano e encerra a primeira fase fora de casa, contra o Gaúcho, em Progresso.
“Sempre digo que o 12º jogador é a torcida.
O Juventude sempre foi muito forte nisso.
Espero ver a praça cheia desde a estreia.”
Júlio Danzer
Treinador
| Calendário | |||||
| Rodada | Data | Local | Partida | ||
| 1ª | 2/8 | Westfália | Juventude | x | Imigrante |
| 2ª | 9/8 | Westfália | Juventude | x | Cruzeiro |
| 3ª | 16/8 | Folga | |||
| 4ª | 23/8 | Poço das Antas | 11 Amigos | x | Juventude |
| 5ª | 30/8 | Teutônia | Canabarrense | x | Juventude |
| 6ª | 6/9 | Westfália | Juventude | x | Serrano |
| 7ª | 13/9 | Progresso | Gaúcho | x | Juventude |

