Após 2 dias de sol e frio, instabilidades retornam

O início da semana foi marcado por mais chuva no território gaúcho. Felizmente, os volumes são inferiores aos registrados nas últimas semanas no Rio Grande do Sul. Várias cidades do Centro, Norte e o Nordeste do estado registraram de 100 a 300 mm diariamente, inclusive passando por repiques da enchente que assolou todos no início de maio.
Para os próximos dias, os maiores volumes serão concentrados na Metade Norte, onde já há enchentes. Os acumulados para a região serão de 50 a 100 mm distribuídos pontualmente nas localidades

A chuva nesta semana no Rio Grande do Sul vai se concentrar na quinta e sexta-feira (16 e 17/5), quando os maiores acumulados serão registrados. Após dois dias praticamente sem precipitações, as instabilidades retornam ao estado acompanhadas de temperaturas baixas.
Nesta quarta-feira (15/5), o predomínio deve ser de sol, tempo seco e muito frio. Há condições para geada em diversas regiões ao amanhecer e as temperaturas seguirão baixas durante o dia, sobretudo nas regiões serranas.

Na quinta-feira o tempo muda. O sol aparece entre nuvens. Com o aumento da umidade, o tempo permanecerá instável com possibilidade de chuva nas regiões do Centro e Norte gaúcho, principalmente entre a tarde e a noite.

A instabilidade segue na sexta-feira e chove no decorrer do dia, principalmente na faixa central do estado e na Metade Norte, incluindo Porto Alegre e região. Há o alerta para chuva de moderada a forte, com altos volumes, principalmente na Serra e na Metade Sul, com instabilidade mais fraca e localizada e aberturas de sol.

El Niño
O episódio do El Niño de 2023/2024 está praticamente terminado. O fenômeno foi o responsável pelas grandes enchentes e um dos coadjuvantes de uma epidemia de dengue sem precedentes.

A mudança atmosférica leva ainda um tempo, mas as condições oceânicas deixam de ser de El Niño. Nos próximos dias, a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), agência de tempo e clima do governo dos Estados Unidos, deve oficializar em boletim o fim do evento de El Niño.

Com início em junho do ano passado, o El Niño trouxe meses de chuva acima a muitíssimo acima da média no Rio Grande do Sul, contabilizando quatro enchentes em 8 meses no Vale do Taquari. Historicamente, o fenômeno costuma causar chuva extrema e inundações no território gaúcho nos meses de primavera do ano do seu início e no outono do ano seguinte.

No decorrer do inverno, a La Niña deve ser declarada pela NOAA, possivelmente entre os meses de julho e agosto, embora a fase fria já fique evidente nas próximas semanas nos modelos de temperatura do mar.
De acordo com a estimativa mais recente do Centro de Previsão Climática (CPC) da NOAA, para o período de maio a julho, as probabilidades são de 2% de El Niño, 87% de neutralidade e 11% de La Niña. A tendência é de uma fase neutra no oceano Pacífico.

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