Plínio Dickel: o passado e as mudanças do futebol amador

Ex-meio-campista, Plínio atuou pelo Boa Vista, Esperança e por outros clubes da região

O programa Terceiro Tempo recebeu, na noite de segunda-feira (24/2), o ex-jogador do futebol amador de Teutônia e região, Plínio Dickel, que compartilhou histórias sobre sua trajetória no esporte, o passado do futebol no município, protagonizou uma volta a 1955 e apontou as mudanças do esporte na atualidade.

O ex-atleta, que durante anos atuou pelo Boa Vista e pelo Esperança, destaca que o esporte esteve com ele durante boa parte de seus 89 anos. “O futebol sempre fez parte da minha vida. Comecei cedo, jogando no Boa Vista, e depois segui no Esperança”, relembra. Ele também ressalta sua ligação com o transporte dos jogadores, pois, além de atleta, era o responsável por levar os companheiros de time aos jogos em seu caminhão, em uma época em que o futebol amador dependia exclusivamente do esforço coletivo.

O futebol amador de outrora

Plínio relembra as dificuldades e desafios do futebol amador em tempos passados. “Naquela época, não tinha transporte fácil. Eu levava o pessoal no caminhão, e todo mundo ia junto, segurando nas travessas que mandei instalar na carroceria”, conta. Os jogos eram disputados em campos de terra, e os times eram formados, em sua maioria, por atletas da própria comunidade. “O Boa Vista era só com pessoal de lá, assim como o Esperança. Quando começaram a pagar jogadores, a essência do futebol amador mudou”, lamenta.

Dickel também comenta sobre as grandes rivalidades de sua época. “Boa Vista contra Canabarrense e Gaúcho eram jogos que paravam a cidade. Tinha muita emoção envolvida, e a torcida acompanhava de perto”. Ele também relembra uma histórica partida contra o Estrela, que terminou em 4 a 0 para o Boa Vista. “Os adversários chegaram cedo, tomaram umas cervejas antes do jogo e acabamos ganhando com facilidade”, brinca.

Atualidade

Com um olhar crítico sobre o futebol atual, Plínio aponta as diferenças entre o esporte amador de antigamente e o de hoje. “Antigamente, nós comprávamos as chuteiras, as meias e, muitas vezes, até pagávamos um valor simbólico para cobrir os custos do transporte. Hoje, os jogadores cobram para atuar, e os clubes precisam pagar até mesmo as despesas pessoais deles”, observa.

Apesar das mudanças, Plínio segue apaixonado pelo futebol. Colorado fervoroso, acompanha todos os jogos do Internacional e continua a se manter informado sobre o esporte. Seu legado no futebol amador segue vivo, tanto na memória dos que o viram jogar quanto nas histórias que continuam a ser contadas por sua família e amigos.

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