Mateus Trojan concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa pelo partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Sua trajetória política foi construída em Muçum como vereador e prefeito. “A minha candidatura não é uma aventura, não é sensacionalista. Ela vem de um equilíbrio, de uma coerência que eu trago em toda a minha vida pública”, afirma Trojan.
À frente da prefeitura, Trojan ressaltou o trabalho desenvolvido durante as enchentes. “Tivemos que lidar com uma cidade em absoluto colapso, que precisou de muita liderança, articulação e capacidade de unir as pessoas para poder dar a melhor resposta possível”, diz.
O candidato destacou as áreas de infraestrutura, transportes e rodovias. Mateus aponta a logística como uma das prioridades para o Vale do Taquari e criticou a demora para aplicação de recursos. Trojan também se posicionou contra o modelo de concessão rodoviária proposto e desaprovou a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). “A manutenção da EGR para mim é a pior de todas as propostas. Hoje nós pagamos pedágio para uma rodovia que não entrega o básico de manutenção”, argumenta.
Como alternativa, defende que os cerca de R$ 1,5 bilhão disponíveis no Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) sejam utilizados diretamente na execução das obras consideradas prioritárias antes de uma eventual concessão das rodovias.
Trojan também visa melhorias em outros modais. “Precisamos avançar na questão das ferrovias, fazer com que a nova concessão ferroviária seja positiva para as ferrovias do Vale. Nós precisamos também dar as condições hidroviárias, que também pode ser explorada”, aponta.
Reforma tributária
Mateus Trojan manifesta preocupação com os possíveis efeitos da reforma tributária sobre a arrecadação dos municípios do Vale do Taquari. O candidato chama atenção para a mudança gradual do modelo de cobrança, que passa da tributação concentrada na origem da produção para um sistema baseado no local de consumo. “Na parte alta do Vale do Taquari, nós fizemos um levantamento que mostrava que dos 19 municípios, 18 perderiam orçamento”, explica.
Como resposta, propõe criar frentes parlamentares na Assembleia Legislativa em parceria com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e entidades empresariais para proteger os orçamentos municipais.
Demais propostas
Na educação, apoia a valorização dos professores e a ampliação de escolas de turno integral e reprova o modelo de aprovação automática. “Na questão da qualificação da mão de obra, nós adaptarmos cada vez mais, principalmente o ensino médio, para uma preparação pro mercado de trabalho. Um ponto positivo que o estado tem trabalhado são as escolas de turno integral e é algo que precisa expandir”, declara.
Já para a saúde regional, defende a ampliação de investimentos por meio dos programas estaduais como o SUS Gaúcho e o Programa Assistir para reduzir filas. Para Teutônia, assumiu o compromisso de buscar recursos para a ampliação do Hospital Ouro Branco (HOB).
Na área fiscal, o candidato pretende prorrogar o período de alívio da dívida do Rio Grande do Sul com a União. “Ao deixar de pagar a dívida e depositar esse valor numa conta específica para obras de reconstrução e adaptação climática, nós tivemos uma condição de praticamente 15 bilhões em 3 anos”, aponta.
O candidato ainda aponta a necessidade de reduzir entraves burocráticos, tanto na área ambiental quanto em outros setores. Trojan considera necessário otimizar os processos, especialmente na análise e aprovação de licenças ambientais para execução de obras.

