Candidato a deputado federal pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sob o número 1555, Carlos Eduardo Ranzi apresenta como principal argumento de sua candidatura a necessidade de o Vale do Taquari voltar a contar com um representante na Câmara dos Deputados. Morador de Lajeado desde 1995, ele construiu sua trajetória profissional no Banco do Brasil e também na política.
Natural de São Lourenço do Oeste, em Santa Catarina, Ranzi é formado em Administração. Ingressou no Banco do Brasil em 2000 e trabalhou em diferentes municípios, inclusive no atendimento a grandes empresas do Estado. Em 2005, retornou a Lajeado com o objetivo de ingressar na política. Ainda durante a faculdade, participou da fundação do Diretório Acadêmico da Univates, ligado ao curso de Administração.
Na política, foi vereador em Lajeado e também concorreu à Prefeitura na eleição mais recente, quando recebeu 19.932 votos. Agora, decidiu disputar uma vaga na Câmara Federal e afirma que a candidatura surgiu diante da necessidade de fortalecer a representação política do Vale do Taquari. Garantiu que se for eleito deputado não vai deixar o mandato para concorrer a prefeito de Lajeado.
Recursos
Entre as principais bandeiras apresentadas estão educação, saúde e, principalmente, a busca por recursos para os municípios do Vale do Taquari. “Existem muitos projetos nos municípios e nas entidades que poderiam avançar se houvesse verba e recursos para serem executados”, destaca.
Para o candidato, o trabalho de um deputado federal precisa resultar em investimentos que tenham impacto direto na vida da população. Ele cita como exemplos a realização de cirurgias, exames e consultas, a ampliação de atendimentos na área da saúde e investimentos em estruturas hospitalares.
Ranzi estima que uma emenda individual possa representar cerca de R$ 40 milhões por ano e ressalta que existem ainda outras formas de destinação de recursos, como emendas de bancada e de comissão, além de transferências do governo.
Na avaliação dele, o Vale do Taquari perdeu espaço político nos últimos anos. Ranzi compara a situação da região com a do Vale do Rio Pardo, que, segundo ele, possui quatro representantes estaduais e dois federais. “Há 12 anos a gente não tem um deputado federal. A nossa região está ficando para trás e deixando de ter investimentos que poderia ter”, afirma.
Rodovias e pedágios
A infraestrutura também está entre as prioridades apontadas pelo candidato. Ranzi cita problemas enfrentados diariamente pelos moradores em rodovias como a RSC-453 (Rota do Sol) e a ERS-130, além do deslocamento entre municípios próximos.
Ele defende uma discussão sobre o modelo de pedagiamento e afirma que o Vale do Taquari já convive com a cobrança, mas ainda enfrenta dificuldades relacionadas à qualidade e à capacidade das rodovias.
Para o candidato, a discussão não deve se limitar ao valor pago pelo usuário, mas considerar também a segurança, a manutenção e a capacidade das estradas. “Ficar 40 minutos trancado em uma fila entre duas cidades próximas faz com que a gente perca um tempo que poderia estar com a família, além de aumentar os riscos no trânsito”, afirma.
Obras e investimentos
Ao tratar das obras em andamento, Carlos cita a Ponte dos Vales, a pavimentação da ERS-129, o acesso a Imigrante e a duplicação da ERS-128 (Via Láctea) como exemplos de projetos importantes para a região.
Parte significativa dessas obras ganhou força em razão dos eventos climáticos que atingiram o Vale do Taquari. Ele cita a ERS-129 entre Colinas e Roca Sales como exemplo de uma obra que ganhou prioridade para garantir um corredor de ligação após as enchentes.
A Ponte dos Vales, por sua vez, é considerada por Ranzi uma intervenção estratégica para criar uma alternativa de ligação com a BR-386. Ele destaca o volume de recursos destinado ao projeto e defende que a região também busque investimentos para outras obras que não estejam diretamente relacionadas à reconstrução. “Quando falamos dessas obras, precisamos tratar não apenas das vias mais conhecidas, mas também das ligações entre municípios que ainda não são pavimentadas”, afirma.
Defesa Civil
Na área da segurança, Ranzi destaca a necessidade de fortalecer a estrutura regional de Defesa Civil, especialmente diante dos eventos climáticos enfrentados pelo Vale do Taquari nos últimos anos.
Entre as medidas defendidas estão investimentos em equipamentos e estrutura para atendimento de emergências, incluindo recursos para bombeiros e Defesa Civil.
O candidato também relaciona a prevenção de desastres ao planejamento urbano e à necessidade de encontrar alternativas para famílias que vivem em áreas de risco. “As nossas cidades precisam ser mais resilientes. Precisamos ter recursos sendo aplicados para que elas estejam mais preparadas”, afirma.

