Estudo utiliza aplicativos de celular em aulas de educação física

Pesquisa foi aplicada por diplomado da Univates em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental

Videogames, TVs e celulares já são naturalmente atrativos para os jovens. Com o objetivo de gerar maior motivação e interação na aprendizagem de práticas esportivas em sala de aula, o diplomado em Educação Física da Univates Diego Augusto Seibel utilizou as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) em uma pesquisa-ação com uma turma de 9º ano do Ensino Fundamental. Com a prática, comprovou que as intervenções possibilitaram um grande envolvimento da turma com a aula de educação física.

O estudo, intitulado “Tecnologias Digitais: ferramenta pedagógica para as aulas de Educação Física”, foi orientado pela professora Silvane Isse e contou com o uso de aplicativos de celular em diferentes práticas. Conforme Seibel, nos dois primeiros encontros os recursos digitais auxiliaram os alunos a observar seus movimentos e exercícios, o que possibilitou a autoanálise e a correção do movimento. “Também notou-se que os estudantes estavam muito animados por estarem utilizando, por exemplo, o aplicativo Boomerang do Instagram. Com os recursos digitais disponíveis, as aulas se tornam mais dinâmicas e atrativas”, conta o diplomado ao ressaltar que as TDIC são uma estratégia de aproximação com o aluno que pode ter perdido o interesse pela escola.

Para os alunos participantes, o uso das TDIC possibilitou a cooperação em grupo e tornou as aulas mais atrativas. Seibel conta que em uma das atividades foi compartilhada uma imagem no grupo da turma no WhatsApp com algumas posições de slackline. Os alunos deveriam escolher uma das posições e executá-la na fita com o auxílio de um colega. Nesse momento, o colega deveria registrar uma foto e compartilhá-la no grupo. “Após o compartilhamento, o aluno que registrou a foto deveria identificar o movimento que estava sendo executado e sugerir como ele poderia ser qualificado”, explica sobre a didática.

Além desse exercício, as atividades envolveram o uso dos apps Boomerang, QR Code, Câmera Cardboard, Pedómetro e do videogame. Seibel ressalta que para que haja maior interação dos alunos com as novas tecnologias são necessárias políticas públicas que favoreçam a aprendizagem dos acadêmicos. “Em diversos estados brasileiros, o uso de celulares e de outros dispositivos durante as aulas é proibido por lei, inclusive no Rio Grande do Sul. É necessário que essa proibição seja revista para incentivar a escola a buscar reestruturação, no sentido de reinventar-se para utilizar novas tecnologias, visto que os alunos de hoje, nativos digitais, as manuseiam com muita habilidade e, por isso, poderiam utilizá-las como recurso de aprendizagem”, ressalta.

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