Exposição “Faces e Formas do Feminino” estreia na Casa de Cultura em Lajeado

“Faces e Formas do Feminino”, um evento e exposição alusivos ao Mês de Mulher, foi oficialmente aberto a comunidade na tarde desta segunda-feira (09/03), na Casa de Cultura do município de Lajeado. Organizado pela Secretaria do Trabalho, Habitação e Assistência Social (STHAS), por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), o espaço recebeu autoridades, servidores, representantes de movimentos sociais, usuários acompanhados pelo CRAS e pessoas da comunidade. O evento permanece no local até dia 27/03, com exposições, oficinas, rodas de conversa e exibições de documentários na Casa de Cultura.

Uma perfomance artística, resultado de uma parceria entre o Centro de Cultura Afro, IVS Arte Escrita e CRAS, abriu a atividade, buscando provocar uma reflexão sobre como é ser mulher na sociedade, as faces e formas do feminino, machismo, violência doméstica e desigualdade de gênero. Esses temas seguirão sendo trabalhados no decorrer da programação, que foi apresentada pelas assistentes sociais do CRAS Centro, Eliana Becker, do CREAS, Bárbara Weber, e pela assessora jurídica do Centro de Referência de Atendimento à Mulher, Andreia Brisolara.

Durante a cerimônia, as mulheres homenageadas na exposição “Nossas Mulheres” receberam uma lembrança da sua participação. Uma delas foi Ela Lúcia Petry Johan, 77 anos. “Me emocionei bastante ao saber que tinha sido escolhida para a exposição e também por me ver exposta. Achei a ideia excepcional e foi muito legal participar”, disse Ela Lúcia.

Ao final, o público foi convidado a conhecer a exposição “Nem tão felizes para Sempre”, uma releitura da exposição “Nem tão doce lar”. A mostra retrata um ambiente de uma casa onde é possível identificar sinais e provas de violência. Junto aos objetos, estão expostos cartazes com informações e imagens que denunciam a violência sofrida por mulheres, crianças, jovens e pessoas idosas. Os objetivos são despertar reflexão nos espectadores sobre a cultura de violência na sociedade e sensibilizar para que possam reconhecer as situações de violência vividas.

“O que mais me chamou a atenção foi a parte do berço, onde têm desenhos de crianças que retratam sinais de violência dos próprios familiares. Achei muito pesado, mas essa é a realidade que vivemos. É muito ruim saber que ainda existe isso”, disse Cecília da Silva, 13 anos. Além da exposição “Nem tão felizes para Sempre”, a comunidade também pode prestigiar as exposições Doce Espera e Nossas Mulheres.

“Faces e Formas do Feminino” conta com apoio do Elas Social, Move Mães, Coletivo Juntas, Vale Diferença, IVS Arte Escrita, Centro de Cultura Afro-brasileira de Lajado, Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Francisco Oscar Karnal, Quilombo Loteamento 17 e Associação dos Artesãos de Lajeado.

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