Comitê de enfrentamento ao coronavírus lança campanha dos 3 Ms

O Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus de Teutônia lançou a campanha dos 3 Ms: Máscara, Mãos e Manter Distanciamento. A intenção do grupo é realizar uma nova abordagem com a população, para que as pessoas mantenham os cuidados pessoais contra a Covid-19. Eles estão chamando de “lockdown individual”, que é a adoção de três medidas para se manter longe do coronavírus – usar máscara, lavar as mãos e manter pelo menos dois metros de distância das pessoas.

O integrante do comitê, o médico Humberto de Alencar da Costa, explica que diante das flexibilizações do Governo do Estado, com a liberação inclusive de festas e eventos, as pessoas estão relaxando nos cuidados, com a sensação de que a pandemia acabou, assim como os problemas e que vamos voltar a normalidade. “O coronavírus está no meio de nós, se dissemina e não terminou. Estamos vivenciando a pandemia e todos os seus efeitos, isso persistirá em 2021, talvez até 2022 ou mais, ninguém sabe quando isso vai se resolver”, pondera ele.

Porém, como a expressão “Fique em Casa” não faz mais sentido, em função das flexibilizações, a intenção do grupo é fazer com que as pessoas mantenham os cuidados e se protejam. “Essas três medidas que estamos reforçando para que as pessoas continuem adotando é o ideal para se proteger, proteger os familiares e a comunidade”, orienta o médico.

A situação da pandemia é acompanhada por meio de indicadores, semanalmente analisados. Segundo Humberto, neste momento a situação está estável, mas com tendência de subir. Ele comenta que essa é a expectativa, porque sempre há aumento no número de casos 15 dias após feriados, onde acontecem aglomerações e a população acaba viajando.

O coordenador da Vigilância Sanitária de Teutônia, Evandro Borba, reforça que esses cuidados servem para que as pessoas protejam sua saúde em primeiro lugar, mas também os seus empregos. “O modelo de distanciamento do Estado deixa claro que, se houver um número grande de hospitalizações no Vale do Taquari, vai impactar na mudança da bandeira. Manter esses cuidados é para o bem da coletividade, porque tem o trabalho, o comércio e os serviços. E a decisão da mudança de bandeira é tomada pelo governo do Estado, não pelo nosso comitê”, lembra ele.

O médico Humberto ainda comenta que a situação não é confortável, mas não adianta as pessoas ficarem chateadas, reclamar ou espernear, porque a pandemia vai permanecer. “Precisamos trabalhar da melhor maneira possível para se adaptar a essa realidade”, completa. Até mesmo porque as vacinas ainda estão em fase de testes e precisam ter resultados reais em humanos. E ele não acredita que antes do segundo semestre de 2021, a vacina seja fabricada e distribuída.

Por isso, o coordenador da Vigilância reforça que a melhor vacina no momento é manter os cuidados (máscara, mãos e manter distanciamento). “Não adianta ficarmos esperando um milagre, precisamos cuidar de nós”, complementa Borba.

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