Primeiros acordes da Orquestra Jovem Languiru começam a ser ensaiados

Projeto da Cooperativa envolve filhos de associados, empregados e clientes

Está no DNA de uma cooperativa trabalhar pelo desenvolvimento de seus associados, empregados e clientes. E esses investimentos não se dão apenas na esfera econômica, tem foco, também, no social, bem-estar e cultural. Pensando nisso, a Languiru lançou, em novembro do ano passado, o projeto da Orquestra Jovem Languiru (Ojolan).

O objetivo é atender filhos de associados, empregados e clientes da Cooperativa, numa parceria entre Languiru e Associação Pró-Cultura Paz de Teutônia. Oferecendo aulas de teoria musical, vocalização e instrumentos, a intenção é criar um grupo que possa se apresentar em eventos da Languiru ou mesmo representar a instituição em diferentes esferas.

A maestrina da Orquestra, Simone Huwe, enfatiza o potencial cultural de Teutônia e da região, com destaque à música, salientando a importância de investir em ações como essa. “É uma arte que herdamos dos nossos antepassados e que precisa ser estimulada, por meio das crianças e jovens, para termos continuidade, pois hoje são poucos os grupos musicais formados por esta faixa etária”, opina.

Ela reforça que, além de ensinar música, o projeto visa manter esse legado, por meio de uma ação sociocultural. “Também visa ocupar as crianças e os jovens, lhes dando oportunidades. Espero que pela música e seus ensinamentos, possamos também transmitir amor e esperança”, pontua.

O primeiro encontro do grupo ocorreu em janeiro, na Associação dos Funcionários da Languiru, em Teutônia, e contou com a presença de pais, instrumentistas, representantes da Languiru e da Associação Pró-Cultura Paz. Serviu para que instrumentistas e maestrina se conhecessem.

Simone avaliou o nível que “cada um toca”, para assim poder preparar os arranjos musicais. Os ensaios iniciaram neste mês de fevereiro. Pelos próximos seis meses, o grupo ensaia e aprende a tocar em orquestra. A intenção é que a Ojolan tenha caráter regional, ou seja, podem participar pessoas de qualquer cidade, sem limite de idade. Os únicos requisitos, além do vínculo com a Cooperativa, são possuir o instrumento e já ter noção de como tocá-lo ou estar fazendo aulas específicas.

Simone Huwe, maestrina da Orquestra: “É uma arte que herdamos dos nossos
antepassados e que precisa ser estimulada, por meio das crianças e jovens” /
Crédito da foto: Paloma Griesang / Divulgação

Sonhar grande

O gerente executivo de Recursos Humanos e Desenvolvimento Cooperativo, Alexandre Marcelo Schneider, destaca que a Languiru investia em cultura, mas sempre fora da Cooperativa, com patrocínios e apoios a orquestras e eventos. Porém, agora, a intenção é nutrir essa cultura internamente. “É algo novo, e estamos sonhando grande.”

Ele reforça que o projeto tem como base o aprendizado, no caso, aprender a tocar em conjunto. “Queremos ser grandes, ser reconhecidos no Estado. Instrumentistas e pais, apostem na Ojolan, pois a Cooperativa vai apostar”, afirma, destacando ainda a importância de oportunizar a atividade para o desenvolvimento das crianças e adolescentes em um caminho que seja positivo.

Realização

A pastora da Comunidade Paz, Evanice Beise, salienta que seu objetivo sempre foi incentivar a música entre crianças e jovens e que todas as comunidades deveriam ter projetos voltados para essa esfera. Por isso nasceu a Associação Pró-Cultura Paz, que promove aulas de música em Teutônia.

Para ela, o surgimento da Ojolan é uma realização, que coloca o projeto em outro nível. “Não tínhamos um grupo para se apresentar, que tivesse suporte. Isso é extremamente importante, nos coloca em outro patamar. Estamos felizes em poder representar uma organização como a Cooperativa Languiru”, avalia.

Desafios e possibilidades

Sirlei Fabiane Aschebrock é associada da Cooperativa Languiru e decidiu inscrever o filho, Lucas Gabriel, de 13 anos, na Ojolan. Segundo ela, a decisão se deu pensando no desenvolvimento do menino. “Acreditamos que isso vai colaborar para o crescimento dele, isso só ajuda. Nós sempre incentivamos ele, desde muito pequeno”, conta. Segundo ela, o filho, apesar de tocar instrumentos desde criança, nunca havia tocado em conjunto, e avalia que essa é uma nova possibilidade para o jovem.

Lucas toca gaita, teclado e também um pouco de flauta. A expectativa dele para a participação na Orquestra é positiva. “É sempre uma coisa nova, um desafio”, considera. É a primeira vez que ele vai tocar em grupo, o que é um incentivo a mais. “Vai ser muito legal tocar em grupo, é muito melhor do que tocar sozinho.”

Sirlei inscreveu o filho, Lucas Gabriel, na Ojolan pensando no seu
desenvolvimento / Crédito da foto: Paloma Griesang /
Divulgação

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