Câmara de Teutônia tem lona no telhado há 10 meses

Ano eleitoral e alto custo da obra empurraram solução definitiva. Situação de emergência poderia ter facilitado ação

O vendaval do dia 16 de janeiro de 2024 arrancou parte do já defeituoso telhado da Câmara de Vereadores de Teutônia. Sem telhas reservas ou iguais no mercado, a solução encontrada foi “tapar o buraco” com lonas plásticas para minimizar a entrada de água da chuva. Sim, porque o telhado é motivo de críticas constantes antes mesmo deste fato: literalmente, chove para dentro da Casa do Povo.

A Prefeitura de Teutônia declarou situação de emergência no dia 17 de janeiro. Após ter o decreto reconhecido, o Município – e por extensão a Câmara de Vereadores – poderiam acelerar passos para contratar a reforma definitiva do telhado. Situação de emergência permitem medidas especiais. Nada foi feito para uma recuperação decente e definitiva! Apenas houve a contratação emergencial de dois guinchos para colocar a lona: um em janeiro e outro em maio.

Paralelo a isso, a Câmara contratou um engenheiro para projetar a troca completa do telhado. O projeto foi entregue em setembro, no meio do período eleitoral. Por precaução jurídica, o presidente Jorge Hagemann decidiu aguardar a conclusão do pleito. Ainda há a licitação para contratar a obra.

Lona fechando o telhado passa péssimo visual a moradores e turistas / Crédito: Lucas Leandro Brune

Conforme o assessor jurídico do Legislativo Fábio Gisch, a meta é resolver o quanto antes, mas provavelmente fique para o próximo ano em função do orçamento. “É caro tentar fazer o telhado. Não adianta fazer remendo, tem que ser tudo novo, e vai cair no colo do próximo presidente”, disse.

Houve tentativas de resolver o problema do telhado em anos anteriores, mas não se encontrou a mesma telha nem orçamento suficiente para executar. A estimativa é de uma obra próxima a R$ 500 mil. Ficará o compromisso da próxima legislatura (2025-2028) de resolver o telhado, concluir o plenário, instalar elevador e promover outras obras de conclusão do prédio. Antes que se deteriore…

A obra da Câmara de Vereadores é criticada pelo tamanho, pelo mau aproveitamento do espaço interno e porque chove para dentro. Também gera desgaste o fato da construção estar inacabada, com início entre 2010 e 2011. A troca anual de presidentes e a contratação das etapas geraram problemas já que diferentes equipes deram andamento.

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